<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549</id><updated>2012-02-16T09:32:42.778-08:00</updated><category term='realização profissional'/><category term='concurso público'/><title type='text'>O Pellicano</title><subtitle type='html'>Sabe aqueles momentos em que vc tem algo de útil para dizer. Pois é. Isso raramente acontece comigo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>18</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-17975172797155665</id><published>2011-04-08T06:10:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T07:33:04.306-07:00</updated><title type='text'>Padrão Duplo</title><content type='html'>Um paralelo entre duas situações, que mostram como o senso comum julga de forma diferente os ateus e os religiosos. Existe na sociedade um preconceito contra os ateus, demonstrado nesse vídeo: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=tpz8PMcRJSY&amp;amp;feature=BF&amp;amp;list=PL04C647648459D1C8&amp;amp;index=48"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=tpz8PMcRJSY&amp;amp;feature=BF&amp;amp;list=PL04C647648459D1C8&amp;amp;index=48&lt;/a&gt;, no qual eu me baseei (praticamente traduzindo) para escrever essa postagem.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqui vai o comparativo das duas situações:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu rico. Ele provavelmente é rico porque usou de métodos ilícitos e anti-éticos, ou recebeu herança de pais ricos. Sempre usando coisas caras, ele tenta preencher uma lacuna de Deus, presente em seu coração. Deus provavelmente deixa João ser rico agora porque ele sabe que João sofrerá eternamente no inferno, e como Ele é bom, deixa João experimentar a felicidade em sua vida mundana na Terra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José é um cristão rico. É um abençoado por Deus. Ele está colhendo as recompensas de uma vida cristã. Ele provavelmente se ergueu sozinho, com seus próprios esforços.  É um pilar da sociedade, provendo empregos e suporte para sua comunidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu pobre. Sua pobreza com certeza é fruto de seu ateísmo. É um liberal preguiçoso, que só quer mamar no sistema. Ele sofre essa condenação por rejeitar Deus. Ele também não crê na vida após a morte, e por isso não liga pra nada, pois a vida não tem sentido. É um vagabundo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José é um cristão pobre. Mas não se preocupa: no Reino de Deus "os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros"; "bem-aventurados os pobres, pois eles herdarão o Reino"; "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico adentrar o Reino de Deus". Portanto, José se dará bem no final das contas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu que tem câncer e perdeu entes queridos. Ateus são naturalmente pessoas infelizes. É óbvio que Deus desistiu de João. João não tem ninguém para culpar de seu sofrimento, a não ser ele mesmo. Deus o está punindo, pois Ele é justo. Se João se convertesse, e deixasse Deus agir em sua vida, sua situação seria revertida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José é um cristão que tem câncer e perdeu entes queridos. José sempre foi uma boa pessoa, mas como em Jó, Deus o está testando, dando uma oportunidade para José testar sua verdadeira fé e construir o seu caráter. Felicidade não existe sem tristeza, o bem não existe sem o mal, pois Deus trabalha de formas misteriosas. Lembre-se sempre de rezar por José.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu que fala abertamente sobre seu ateísmo. Porém ele é desrespeitoso e intolerante contra aqueles que acreditam em Deus. Se João tem uma vida triste, então ele culpa e odeia Deus por isso. Ele frequentemente debocha de Deus. Mas se João tem uma vida feliz, ele não tem medo de Deus, e justamente por isso ele frequentemente debocha de Deus. No fundo, no fundo, João sabe que é um pecador, e por isso ele puxa os outros com seu discurso para que ele tenha sua plateia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José é um cristão que fala abertamente sobre sua religião. Ele orgulhosamente "espalha a boa nova", e não tem nenhuma vergonha disso. Ele sempre usa declarações generalistas como "vocês ateus..." ou "ateus sempre fazem isso ou aquilo...". Ele generaliza sem o menor medo de parecer intolerante ou desrespeitoso com os ateus. Ele se sente à vontade para debochar de ateus, mostrando total hostilidade a eles, pois é a indignação de uma pessoa correta. É um "Soldado de Cristo".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José é um adolescente cristão. Que rapaz bonzinho! "Renascido" tão jovem, ele é destinado a fazer coisas boas. Ele é o melhor exemplo para seus amigos e o orgulho de sua Igreja. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um adolescente ateu. Ele só está se rebelando contra seus pais. Sua descrença de que um homem andou sobre as águas, ou que voltou à vida não pode ser sincera. Ateísmo é modinha. É só uma fase que vai passar. Ele provavelmente quer se inserir em algum grupo de amigos, impressionar uma garota, ou (Deus me livre!) um garoto... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu que cometeu homicídios. É alguma novidade um ateu sair por aí matando gente!? É o que acontece quando Deus não é uma prioridade em sua vida! Se ele não liga pra Deus, por que ligaria para o próximo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José é um cristão que cometeu homicídios. José pode até pensar que é cristão, mas ele não é um cristão de verdade! Com certeza o Demônio influenciou seus atos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu que trai a sua esposa. É claro que João trai a sua esposa! Seus valores não são sagrados! Por que ele se preocupa em manter um casamento? Se ele acredita ter vindo do macaco, por que não agir como um macaco?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;José é um cristão que trai a sua esposa. Mas só Deus pode julgá-lo. "Aquele que não tiver pecado algum, que atire a primeira pedra." José está sofrendo com seu pecado, pois ele quebrou regras. Mas Deus pode perdoá-lo. Então, eu também posso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu muito inteligente, com pós-graduação. Ele parece bem inteligente, mas com certeza ele sofreu lavagem cerebral de uma educação elitista ultra-liberal. Ter um vocabulário cheio de palavras difíceis não significa necessariamente que João é inteligente. Qualquer um pode ler os assuntos que João diz que aprendeu, sem precisar ter feito um curso superior para tal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cristão José é bastante intelectual, e acredita em Deus. Tá vendo? Você também deveria! Com seu doutorado, todos os argumentos sobre cristianismo terão mais credibilidade, afinal de contas ele é o DOUTOR José! Use à vontade seus argumentos e citações, como apelo à autoridade, até mesmo em assuntos onde ele não seja um especialista. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu que gosta de debater teologia. Por que ele se importa? Ele poderia deixar as pessoas acreditarem no que elas quiserem! Ele é só um escarnecedor arrogante, que quer se sentir superior! Por que ele se importa com isso? O mundo tem muito mais problemas com que se preocupar! Ele é deplorável!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cristão José pode se sentir à vontade para debater qualquer assunto sobre religião. Ele é impune! Pode inclusive dizer que os deuses de outras religiões são falsos ou demoníacos. Ele é um apologista sagaz, defendendo Deus e fazendo ateus e religiões diferentes da sua parecerem idiotas. Ele é admirável!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;João é um ateu que faz caridades. Ele só faz isso para que as pessoas tenham a imagem de que ele é boa gente, apesar de ser ateu. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;José é um cristão que faz caridade.  Ele é caridoso por que é altruísta, e se importa com seus irmãos (por isso paga também seu dízimo mensal). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ateu João admite que ele não consegue provar a inexistência de Deus. Apesar de não acreditar em Deus ele diz que é impossível ter 100% de chance de Ele não existir. Então, por que ele é tão teimoso?! Apesar de saber que não sabe a respeito de muita coisa, João deve ser muito arrogante!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O cristão José tem 100% de certeza que Deus existe e que Jesus é seu senhor e salvador. Nem passa por sua cabeça estar errado a esse respeito. José é bastante humilde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conclusão: as pessoas podem ser boas ou más, independente se eles acreditam ou não em Deus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Zéfini.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-17975172797155665?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/17975172797155665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=17975172797155665' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/17975172797155665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/17975172797155665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2011/04/padrao-duplo.html' title='Padrão Duplo'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-3212355412609228598</id><published>2011-03-25T07:21:00.000-07:00</published><updated>2011-03-25T07:30:30.769-07:00</updated><title type='text'>Um pouco sobre o veganismo/vegetarianismo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Este texto eu auto-kibei de uma resposta minha em uma discussão onde dois amigos discutiam sobre agrotóxicos e a conversa acabou descambando para a discussão sobre vegetarianismo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Defendendo o vegetarianismo: a única coisa que me inclina a pensar em ser vegetariano é a questão ecológica da parada. Gastam-se muitas terras para o plantio de ração para o gado, da mesma forma que terras para a pecuária. Sem falar na quantidade de água necessária pra produção de carne bovina. Falar nas questões de efeito estufa por conta do metano produzido também é mais que batido. Pecuária fode com o meio ambiente. Isso é um fato. Se a população humana não se alimentasse de carne, menos água e menos terras seriam utilizadas para esse fim. No entanto, ser militante vegetariano por conta disso, é murro em ponta de faca.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="border-collapse: collapse; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem tudo é alegria no mundo vegano/vegetariano. Para cada classe média que deixa de comer um bifinho ou uma coxinha de frango, três classe média-baixa e baixa passam a comer mais carne por dia. O consumo de carne no Brasil e no resto do mundo só cresce, mesmo com a onda vegetariana. Excluir a carne do prato é uma opção filosófica pra uns, e obrigação financeira de outros muito mais. É fácil deixar de comer carne quando temos a opção de encher o nosso prato com alimentos vegetais ricos em nutrientes, que podem, até certo ponto e com alguns devidos suplementos, suprir totalmente a nossa necessidade nutricional dos nutrientes de origem animal. Nesses casos, realmente não precisamos nos alimentar de animais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos ali, agora, pra São Sebastião, onde eu dava aulas até há poucos meses. Muitos dos meus alunos contam os dias pra chegar o domingo, que é o dia que eles fazem um churrasco ou comem um frango. Se avaliarmos as opções de alimentos que eles têm e a situação financeira desse pessoal, que COM CERTEZA, representa uma massacrante maioria não só do nosso país como da população mundial, os alimentos de origem animal são essenciais para que estas pessoas tenham um mínimo de decência em sua dieta, que já é prejudicada por diversos outros fatores, como o financeiro e pela baixa disponibilidade de substitutos da carne a fácil acesso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alegar que proporcionamos sofrimento aos animais é cegueira seletiva. Se por um lado cortamos o pescoço de uma vaca ou de um frango, por outro exterminamos diversos indivíduos de diversas espécies com agrotóxicos. Os de soja são só uma ou outra "praga", mas em policulturas, hortas e pomares, a quantidade de herbívoros que se torna praga não está no gibi. Doce ilusão é a de que os brócolis e rúculas que compramos no supermercado são ecologicamente corretos. NINGUÉM se alimenta de alimentos exclusivamente orgânicos, a não ser os hippies de comunidades alternativas. O simples fato de vivermos faz com que precisemos matar e maltratar muitos outros seres vivos, infelizmente. Assim como parasitamos alguns organismos, nós também somos parasitados. Essa é a biosfera.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Animais sofrem, lógico, mas plantas sofrem também. No século XVII, dizia-se que os negros não sofriam. Depois viram que eles sofriam. Mais pra frente, diziam que os animais não sofriam, mas hoje sabemos que eles sofrem. Independente de serem vertebrados ou invertebrados. Sabemos disso por conta de nosso sistema nervoso, que reage à dor. Agora, não ter sistema nervoso não exime plantas do sofrimento. Ficamos preso ao mesmo paradigma antropocêntrico do século passado, só que agora é "especiocêntrico" ou "zoocêntrico". Há 10000 anos escravizamos, modificamos e deformamos as plantas, para pura e simplesmente satisfazer nossa fome. Se você olhar uma macieira, um milho ou uma banana selvagem você verá o tanto que alteramos e deformamos as espécies de plantas, só pra nos satisfazer. Deformamos da mesma forma seus hábitos reprodutivos, que passaram a ser totalmente dependentes da influência humana. Sem falar que as variedades cultivadas contaminam geneticamente as variedades selvagens, podendo provocar inclusive a extinção destas espécies, pois as espécies cultivadas estão longe de serem adaptadas à natureza. Pergunto: é ético também fazer isso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não vou nem citar uma pleiboizada hipócrita defensora dos direitos animais que eu conheço, que mais se preocupa em explodir granjas pra evitar o sofrimento de frangos do que com as milhares de pessoas que morrem diariamente sem a menor dignidade pelo Brasil afora. Como já disse o Rogério uma vez: é fácil se Chico Buarque em Copacabana.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer viver sem fazer mal pra nenhum ser vivo? Só coma frutas que caim do pé e só beba água da chuva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer estudar sobre neurobiologia vegetal? &lt;a href="http://www.linv.org/" target="_blank" style="color: rgb(51, 102, 51); "&gt;http://www.linv.org/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer saber como ter uma fazendinha sustentável, orgânica e onde os animais vivem "felizes"? &lt;a href="http://www.polyfacefarms.com/" target="_blank" style="color: rgb(51, 102, 51); "&gt;http://www.&lt;wbr&gt;polyfacefarms.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quer saber mais sobre alimentação saudável sem fundamentalismo vegano? &lt;a href="http://michaelpollan.com/" target="_blank" style="color: rgb(51, 102, 51); "&gt;http://michaelpollan.&lt;wbr&gt;com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Portanto, amigos: não!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I WON'T GO VEGAN!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Zéfini!&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-3212355412609228598?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/3212355412609228598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=3212355412609228598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/3212355412609228598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/3212355412609228598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2011/03/um-pouco-sobre-o-veganismovegetarianism.html' title='Um pouco sobre o veganismo/vegetarianismo'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-5274376009266201007</id><published>2010-09-13T18:40:00.000-07:00</published><updated>2010-09-13T20:29:12.210-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='concurso público'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='realização profissional'/><title type='text'>Vida de Concurseiro</title><content type='html'>Não é novidade para quem mora em Brasília. Nossas vidas são tomadas diariamente por uma febre que não poupa mais ninguém. É a febre dos concursos públicos. Não é de hoje que sabemos que o serviço público federal ou distrital é uma das melhores formas de se obter estabilidade no emprego, o que facilita muito seu planejamento financeiro. Sendo servidor público, você sabe que vai ter aquela mesma graninha todo mês, e pode se endividar com uma devida segurança. Mas, não é só a fome por estabilidade que tem dado o motivo para eu escrever este post ao invés de estudar pra porra do concurso da Secretaria de Educação do DF que vai ter próximo domingo. É o surto coletivo que os concursos públicos geraram na nossa sociedade. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, é um surto! Em boa parte dos lugares que você vai, o assunto é concurso. No trabalho, na sua roda de amigos no buteco, na fila da igreja de madrugada pra marcar o casamento, na escola... você só ouve falar em concurso público, principalmente se tiver um da moda do momento, que por agora foi o do MPU. Eu mesmo caí na conversa de alguns amigos meus e FIZ A MERDA DA PROVA! Eu me perguntei: POR QUE? Era cadastro de reservas, pra biólogo. Ou seja, eu só seria chamado se eu passasse entre os cinco (sendo otimista) primeiros! Mas eu não estudei nada! Não ia estudar nada, porque estou definitivamente sem tempo. Fiz a bendita prova pura e simplesmente porque "era pra eu fazer"! E eu acreditei nisso! Fui contaminado pela histeria coletiva dos concursos públicos! Mesmo com a certeza de que eu não tenho a menor chance de passar e ser convocado, por não ter estudado nada!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje em dia, soa como tiração de onda o cara vir dizer que está há três anos estudando pro concurso do Senado, do MPU ou da Polícia Federal. Pararam pra pensar? Três anos, estudando pra algo que muito provavelmente não tem nada ou tem pouco a ver com sua área de formação, e tudo pelo kit grana-estabilidade. O foda é que essa mentalidade é alimentada pela indústria de cursinhos preparatórios. Você se sente na obrigação de ser servidor público, pois parece ser a única forma de você atingir a plenitude na vida. Tem propaganda pra tudo que é lado, de tudo que é concurso, inclusive de alguns que não tem nem previsão de sair edital tão cedo! É só eu que to vendo isso como uma máquina de alienação e de faturar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um diálogo muito provável: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Cara, você vai fazer o concurso do MPAHHACH?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sei lá! Que diabo é isso?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É um concurso que vai sair o edital mês que vem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, tá. Bacana. Mas, que que faz lá nesse emprego.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É de boa. São seis horas por dia, o salário é de R$ 4500, tem plano de saúde e adicional de imprevisibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tá, mas o que você vai fazer lá dentro se você passar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É de boa. São seis horas por dia, o salário é de R$ 4500, tem plano de saúde e adicional de imprevisibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- ¬¬&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, e o conteúdo é Direito Constitucional, Admnistrativo, 8112, 8666, etc. etc. etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esta não é uma conversa hipotética. Lógico que eu dei uma exagerada, mas se pararmos pra ver, o concurseiro nato pensa exatamente dessa forma. Descobre que existe um concurso que muita gente faz, porque tem bastante vaga e paga bem, mas não se preocupa em saber as atribuições do cargo ao qual ele fará a investidura. Pega uma sala de cursinho aqui em Brasília e verifique que é isso mesmo que rola.  As pessoas ali viraram maquininhas de estudar a constituição, o direito administrativo, o direito civil e aquela cacetada de coisas que caem nos concursos e ficam só esperando o próximo concurso "blockbuster" soltar o edital. Aliás, começam a fazer isso meses ou até anos antes do bendito edital. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daí você pensa: pô, beleza, o cara passou num concurso. Legal. Agora ele sai dessa vida de concurseiro. Balela! O concurso que ele passou nunca será o concurso que ele realmente queria ter passado. Sempre tem um Senado, um TCU ou uma Polícia Federal, com salários altíssimos, que vai fazer com que ele continue esquentando cadeiras de cursinhos e bibliotecas. O status de estudar pra um concurso desses, que sai de quatro em quatro ou de cinco em cinco anos é saboroso para o concurseiro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um caso especial pra mim é o de perito da Polícia Federal ou Civil do DF. Pessoas sem o menor talento ou vocação querem ser peritos da Polícia porque se amarram em CSI, Dexter, Bones e outros seriados de detetives policiais, que romantizam o desvendar de crimes, como se fosse a coisa mais fantástica do mundo, quando na verdade aqueles seriados pouco condizem com a realidade. E as pessoas criam esse ideal, de que só se sentirão realizados quando forem policias desvendadores de crimes. Correm o risco de chegar lá e darem com os burros n'água e se desapontarem totalmente com aquilo tudo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora, para os que pensam só na grana, o pior é o Senado. O berço da vergonha nacional paga salários exorbitantes para servidores de nível médio. O fotocopiador do Senado ganha mais que um professor ou que um médico! Eu não consigo conceber isso! Duvido que se um delegado, um perito, ou a ascensorista do senado tivesse o mesmo salário de um professor da rede pública esses cargos seriam tão almejados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser concurseiro virou profissão. Os empregos públicos não envolvem vocação ou entrega ao trabalho. São simplesmente um porto seguro, onde a pessoa se estabelece financeiramente pra tentar voos mais altos, sempre em busca daquele emprego público que paga melhor. Foda-se se não tem nada a ver com a vocação ou a formação. Foda-se a realização profissional. Foda-se se o trabalho é chato e se estou me estressando demasiadamente por conta do trabalho. O importante é a grana que vai estar na conta no fim do mês, pra eu poder comprar um carro bacana, viajar pra Europa e me sentir rico. A febre dos concursos públicos virou uma eterna busca por uma felicidade que poucas vezes é atingida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você tem todo o direito de pensar que eu sou hipócrita. A final de contas, eu sou servidor público e estou prestes a fazer um concurso esse final de semana. Pois bem: eu sou biólogo e trabalho como biólogo. Nunca vou ficar rico sendo biólogo, mas desde que eu fiz vestibular pra biologia eu já sabia disso. Vou fazer concurso pra Secretaria de Educação porque eu me amarro em dar aulas. Principalmente para a rede pública, não só pela gratidão ao Estado por ter bancado meus estudos, mas porque eu tenho ideais que me fazem seguir por essa linha. Nunca mesmo serei rico sendo biólogo e professor, mas eu tenho absoluta certeza que estou mais que feliz nos meus empregos. Adoro o que faço e dificilmente mudaria pra algo, mesmo que pagasse um pouco mais. Eu já fui parte dessa histeria coletiva concurseira, e ainda hoje ainda tenho surtos de fazer um concurso ou outro, que paga um salário melhor. Mas eu sei que a minha realização profissional está acima de um emprego que me daria só status.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Zéfini.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-5274376009266201007?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/5274376009266201007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=5274376009266201007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/5274376009266201007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/5274376009266201007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2010/09/vida-de-concurseiro.html' title='Vida de Concurseiro'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-9012171619690307308</id><published>2010-05-19T11:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-19T12:24:55.357-07:00</updated><title type='text'>Ouvido de penico</title><content type='html'>O povo brasileiro é um povo alegre e gosta de esbanjar sua alegria, principalmente na música. Melhor dizendo "música", com aspas, pois muito do lixo que se ouve por aí eu não ouso chamar de música. Bom, não é o mérito da discussão de hoje, mas tem a ver. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada contra o cara gostar desses pagodes horríveis estilo rebolation e afins, onde todas as músicas tem sempre os mesmos dois acordes e letras falando que as pessoas, em especial as mulheres providas de um grande aeroporto de injeção, precisam rebolar e rebolar e rebolar. Também nada contra as pessoas gostar do que hoje se conhece como "funk" (com aspas mesmo porque isso pouquíssimo ou nada tem a ver com o funk de verdade!). Eu respeito a diversidade e sei que ela é importante para a cultura de um país, mesmo que a nossa esteja sendo totalmente idiotizada pela mídia caça-níqueis. Mas eu só queria uma coisa: respeito com meus pobres ouvidos (orelhas, na nomenclatura anatomica atual).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não importa a hora do dia ou da noite, se o trânsito está livre ou congestionado: quando você para em um sinal vermelho, a chance é grande de um infeliz com um puta som potente no carro parar do seu lado, com o volume no talo. Quando eu vivencio este fato, muitos pensamentos me passam pela cabeça: 1) Esse cara tem grana! O equipamento de som que eles instalam é o olho da cara, muitas vezes mais caros que o próprio carro, que pode ser desde um importado fodão até um Chevette 71; 2) Esse cara é muito ruim de papo! Para precisar chamar atenção e ter popularidade com isso, ele não deve ter nenhum assunto inteligente para discutir. Não estou falando de crise política internacional, mas mesmo discutir a escalação do Dunga! 3) Esse cara deve ter o pau pequeno. Como já diz o ditado, cão que ladra não morde. 4) Esse cara deve ser surdo! Puta que pariu! Meus ouvidos DÓEM a poucos metros de um trambolho desses, imagina dentro do carro como deve ser! Se não é surdo vai ficar! E eu não estou falando isso de frescura: toco em 3 bandas de rock que não ensaiam baixo. 5) Esse cara é um puta de um sem educação! A mãe dele (se é que tem) não o ensinou que o direito dele de ouvir as "músicas" que ele gosta acaba quando uma pessoa não quer ouvir aquilo ainda mais no volume que ele coloca. Agora, vai pedir pro cara baixar o som. Se ele não quiser partir pra cima de você querendo te dar porrada, ele vai te xingar e dizer que é direito dele ouvir aquela merda no volume que bem entender, porque ainda não são 22h. Normalmente, a agressividade desses caras é inversamente proporcional ao nível intelectual, o que se reflete no duvidoso gosto musical desses camaradas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou confeccionar um cartãozinho de visitas de médico otorrinolaringologista, com telefone fake e tudo mais. Quando parar ao lado de um boçal desses, vou gentilmente oferecer o cartão do médico otorrino. Tudo isso pensando em alguns dos fatores citados acima.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje nós temos uma modalidade pobre dos debilóides mal educados que acham que somos obrigados a ouvir os lixos que eles apreciam. São os que ficam andando pela rua, ou pior, dentro de transportes públicos, com o celular ligado sem fone de ouvido! Por que isso? É celular roubado, que não tem fone? Sou só eu que acho isso uma boçalidade? Aquela merda parece um radinho de pilha daqueles bem velhos que o vovô usava pra ouvir os hits de Dalva de Oliveira. A super-ultra-combo- tweeter que tem na porra do celular tem um som horrível, principalmente em volumes altos! Música boa já fica ruim de ouvir, imagina as músicas que os mal educados que fazem isso curtem! Outro dia, tinha um cara desses ao meu lado no ônibus, ouvindo funk. Eu gentilmente ofereci meus fones de ouvido emprestados, até a hora que ele descesse. Acho que ele entendeu o recado: me agradeceu e desligou aquela merda. Pior que isso se estende a outros gostos musicais também. Já ouvi até música gospel pelo viva-voz de celulares das pessoas nas ruas. Não se iluda, meu camarada: NINGUÉM ao seu lado vai gostar de ouvir o que você está ouvindo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom aqui ficou o meu recado. Espero que esse texto sensibilize as pessoas de bom gosto ou que acorde os mal educados que fazem essas coisas, que são um puta desrespeito com a audição alheia. E reitero: azar o seu se você gosta de música ruim. O cérebro é seu, o ouvido é seu, o popozão rebolante é seu. Mas eu, meu amigo, não sou obrigado a ouvir isso. Pense: você, pagodeiro/funkeiro/axezeiro/sertanejo (nunca ouvi jazz, música clássica nem outras músicas de bom gosto dessa forma), gostaria de ouvir músicas do Sepultura, por exemplo, a contragosto, porque tem um espaçoso do seu lado que botou no palco ambulante dele ou no celular? Nem eu!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Zéfini!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-9012171619690307308?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/9012171619690307308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=9012171619690307308' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/9012171619690307308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/9012171619690307308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2010/05/ouvido-de-penico.html' title='Ouvido de penico'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-4030023461043631558</id><published>2010-05-11T12:45:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T13:26:41.233-07:00</updated><title type='text'>Tchau, monkeys</title><content type='html'>Depois de muito tempo, volto aqui pra postar novamente. Acho que vou aproveitar a greve dos servidores da UnB, que diferentemente da greve dos professores, continua, para fazer novos posts. OK, vamos ao assunto.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem foi minha despedida do Colégio Certo. Depois de lá ministrar aulas durante os anos de 2008 e 2009, tive que tomar a triste decisão de encerrar minhas atividades por lá. Não estava mais dando. Trabalhar lá e na UnB não estava dando certo. Não estava fazendo nenhum dos dois trabalhos bem feitos. Sem falar que, teoricamente, devo cumprir as 40 horas semanais que meu contrato com a UnB prevê, o que não estava ocorrendo. Isso também estava desagradando algumas pessoas. E, para evitar a fadiga, como dizia o saudoso carteiro Jaiminho, resolvi sair do colégio, antes que a situação fuja ao meu controle. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Terei algumas vantagens. Vou poder me dedicar mais às atividades da UnB, o que vai me trazer de volta ao mundo acadêmico. Trabalhar com ciência é muito legal, mas exige uma dedicação que a docência me podava. Sem falar que agora estou totalmente na legalidade e meu imposto de renda do ano que vem vai ser consideravelmente menor (talvez até tenha restituição), caso eu não venha a procurar novas sarnas para me coçar ao longo desse ano. Sem falar que agora tenho mais tempo pra fazer coisas que não seja preparar aulas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No entanto, apesar destas pequenas vantagens, acho que perdi muitas coisas também com essa decisão. Apesar de não parecer, eu gosto MUITO de dar aulas. Ensino fundamental, médio ou superior... não importa! Eu gosto é de lecionar! Dá trabalho pra burro, cansa, estressa, detona a voz, ganha pouco, mas é extremamente gratificante! Ter o reconhecimento do seu trabalho por um aluno é uma das maiores alegrias que um professor pode ter. Ver o nome dos seus pupilos na lista de aprovados no vestibular, juntamente com um "obrigado, professor" é uma sensação indescritível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem, ao me despedir de cada uma de minhas três turmas eu tive reações diversas. Muitos cagaram e andaram, foram totalmente indiferentes. Pra esses, eu também faço o mesmo. Mas pra alguns a coisa foi diferente. Percebi que havia tristeza nos olhos deles. Alguns não acreditaram que eu estava me despedindo de verdade, outros derramaram lágrimas. Confesso que meu coração ficou apertado essa hora. Eu estava tão triste quanto esses alunos, mas quando vi estampada a decepção e a tristeza em seus rostos banhados de lágrimas, eu desviava o olhar. Não conseguia olhar nos olhos deles, pois eu não aguentaria. Não queria demonstrar ali minha tristeza por me despedir deles. Não sei porque. Machismo, frescura, medo de demonstrar fraqueza... Olhar para aqueles rostinhos verdadeiramente tristes por eu estar indo embora me cortou o coração. E é por causa dessas pessoas que eu me sinto feliz por dar aula. É esse tipo de reação, que reflete o carinho delas por mim, que me faz tanto de gostar de dar aulas. São essas reações e essas pessoas que fazem a vida de professor valer a pena, em detrimento de todas as partes (e pessoas) chatas que a profissão envolve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu queria poder dar aulas melhores do que as que eu estava dando. O colégio tinha recursos que eu não aproveitava por simples falta de tempo para elaborar uma aula legal. E eu era cobrado por alguns deles. Biologia é uma disciplina muito legal para ser ministrada somente na base do giz e cuspe, como eu estava fazendo. Espero que um dia aqueles monkeys compreendam e um dia me perdoem por essa falha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Espero também que eles gostem do professor que entrará em meu lugar. Espero que ele supra o que eu não supri, que ele faça com que os que não gostavam de biologia gostarem pelo menos um pouco. Espero que uma única frase que eu tenha dito em sala de aula sirva para alguma coisa na vida de cada um deles, que pelo menos uma pequena fração da minha aula não tenha sido em vão; que o gosto e o interesse pela biologia e pela ciência tenha crescido pelo menos 1 milímetro. Só com isso, eu já estaria realizado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que essa saída do Certo não seja um adeus, mas somente um até logo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;See you soon, monkeys! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Zéfini!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-4030023461043631558?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/4030023461043631558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=4030023461043631558' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/4030023461043631558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/4030023461043631558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2010/05/tchau-monkeys.html' title='Tchau, monkeys'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-3287790159891842823</id><published>2009-07-29T13:25:00.001-07:00</published><updated>2009-07-29T13:42:44.952-07:00</updated><title type='text'>A Lei da Coca-Cola</title><content type='html'>Essa eu plagiei do meu irmão Juliano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que não bebem cerveja às vezes são um transtorno pras festinhas e confraternizações. Enquanto um bebedor de cerveja leva como "ingresso" uma caixa de cerveja, a pessoa que não bebe leva uma ou duas garrafas de dois litros de refrigerante. Bom, eu não bebo uma caixa de cerveja em uma festa, mas incrivelmente, não sobra cerveja! Já a galera que toma só refri também não toma dois litros de guaraná, mas sempre sobra refrigerante! Mas isso é até meio óbvio. O cara que bebe cerveja toma, no máximo, dois copos de refri. E tem sempre um babaca que nunca leva a cerva pra festa, mas tá lá enchendo o panduro com a cerveja alheia, principalmente se o camarada teve a idéia de levar Bohemia, Brahma Extra ou uma outra cerveja melhorzinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a presença do refrigerante do refrigerante nas festinhas tem um outro fato ainda mais curioso: a Lei da Coca Cola. Preste atenção: quando as pessoas estão fazendo orçamento pras festinhas, sempre incluem X refrigerantes. O bendito sempre afirma com toda propriedade: "É bom comprarmos outros refrigerantes além de Coca. As pessoas gostam de outros refrigerantes." Aí, que que rola: compram 5 cocas, 1 coca light, 2 guaranás, 1 fanta e 1 sprite. Mas, por incrível que pareça, a hipótese científica do nosso colega cai por terra. Os cinco primeiros refrigerantes a serem abertos são as 5 cocas! Repare. Isso SEMPRE rola. Não importa o número de coca-colas. Elas SEMPRE acabarão antes dos outros refrigerantes. Ninguém toma sprite, fanta, guaraná sem antes ter acabado a coca-cola. Nem o nosso bendito amiguinho que teve a brilhante idéia de agradar seu amigo imaginário, que gosta mais de fanta que de coca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra que comprar outros refrigerantes então? Pra sobrar e pra alguém (normalmente a servente ou a faxineira da festa) levar pra casa. Porque ninguém gosta dessas porcarias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense a respeito....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-3287790159891842823?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/3287790159891842823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=3287790159891842823' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/3287790159891842823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/3287790159891842823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2009/07/lei-da-coca-cola.html' title='A Lei da Coca-Cola'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-2691817973918460615</id><published>2009-02-26T17:56:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T12:39:10.877-08:00</updated><title type='text'>Carta para um ex-amor</title><content type='html'>Não sei nem como começar a escrever esta carta. Pode não parecer, pelo desprezo com que te tratei, mas eu ainda gosto muito de você e não gostaria de te fazer sentir mal. Juro. Infelizmente, tive que te trocar. Não foi por falta de amor, por favor! Muito pelo contrário. Sempre te amei muito e sempre tive muito carinho por você. Você sabe disso. Sempre cuidei de você como minha coisa mais valiosa. Te dei tudo que você precisava para se sentir bem. Mas, infelizmente, não dá mais pra gente ficar junto.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro muito bem do dia em que eu te conheci. Você estava no meio daquela multidão, aquela confusão de barulhos e cheiros. Mas eu só tinha olhos para você. Praticamente amor à primeira vista. Muitos amigos meus caçoaram de mim, dizendo que sua beleza era inferior, que eu merecia algo melhor. Mas meu coração só tinha olhos para você. Eu sabia que aquele momento era o começo de uma linda história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo eu era muito inexperiente. Parecia que eu te maltratava, mas era porque eu não tinha jeito com a coisa. Mas logo fui aprendendo, sabendo do que você gostava. Quando te dominava em meus braços e você se entregava a mim, tudo era lindo. Nossa sintonia era perfeita, como se fôssemos feitos um para o outro, como seu eu fosse parte de você e você fosse parte de mim. Em pouco tempo, já conhecia cada centímetro do seu corpo. Conhecia cada uma de suas falhas, cada uma de suas necessidades, assim como cada uma de suas virtudes, cada um de seus valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que em algumas vezes te machuquei. Falta de atenção? Sim. Confesso que muitas vezes não prestei a devida atenção a você. Me deixei guiar por impulsos que acabaram te machucando e te marcando, algumas vezes de forma irreparável. Mas reconheça: nem sempre foi culpa minha. A influência alheia foi determinante em alguns casos em que você se machucou. Te peço mil perdões pelas vezes em que eu bebi demais e acabou sobrando pra você. Destas vezes, te tratei tão mal que nem sou digno de suas desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer ingratidão eu estar te deixando. Eu reconheço. Você nunca me deixou na mão. Nunca faltou comigo. Tudo sempre foi perfeito. Eu até relevo aquela vez em que você estava sem energias. Não era culpa sua. Meus amigos tinham inveja de sua inabalabilidade, da sua força interna e do carinho que eu tinha (e ainda tenho) por você. Sempre te defenderei, todas as vezes que alguém lhe dirigir alguma palavra ofensiva, pois sei dos seus valores e sei o quanto você foi importante para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro das duas vezes que te sequestraram. A primeira, naquele sequestro relâmpago, fiquei aflito, ainda mais quando vi o estado em que te deixaram naquele brejo. Graças a Deus não te machucaram! E a segunda? Ah! Como eu fiquei ansioso! Você ficou por tanto tempo em poder deles que eu achei que nunca mais iria te ver novamente. Quando a polícia te achou, tive que conter minhas lágrimas, tamanhas eram as feridas deixadas por aqueles bandidos, tanto por dentro quanto por fora. Pior foram os maus tratos que você sofreu para curarem suas feridas. O tratamento que você recebeu é pior que o de qualquer hospital da rede pública!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, depois de passados os traumas, tudo ficou bem. Apesar de você estar envelhecendo, você sempre foi de muito valor para mim, sempre lá quando eu precisava. Mas, voltando ao assunto do início da carta, mais uma vez me desculpe. Não estou denegrindo-te por conta de sua idade, mas ultimamente, você não mais atendia a todas as minhas necessidades. Faltava sempre alguma coisa. Quando seus olhos embaçavam, você não me deixava ver nada. E andávamos como cegos pelas ruas. Sem falar que renovar é sempre bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou te trocando, mas saiba que, apesar de ser zero quilômetro o Palio que eu comprei nunca será igual a você. Meu Uninho, nós dois, acompanhados ou não, compartilhamos momentos fantásticos, que eu sempre vou guardar em minha memória. Saiba que a pessoa que será seu novo dono vai te tratar tão bem quanto eu. Talvez até melhor! Estou te trocando, mas vou morrer de saudades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a vista, meu Uninho....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-2691817973918460615?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/2691817973918460615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=2691817973918460615' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/2691817973918460615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/2691817973918460615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2009/02/carta-para-um-ex-amor.html' title='Carta para um ex-amor'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-5674528184132664094</id><published>2008-12-19T04:29:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T05:31:05.973-08:00</updated><title type='text'>Uma nova teoria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde o início da história da humanidade, houve diversas tentativas de se explicar os fenômenos naturais. As primeiras explicações sempre foram moldadas sobre crenças em seres sobrenaturais, que manipulavam os elementos da natureza, de forma que tais fenômenos ocorressem. No entanto, com o desenvolvimento da ciência, a observação e a constatação de novos fatos foi colocando por terra as explicações sobrenaturais  destes fenômenos, de forma que temos hoje em dia explicações racionais para muitos destes fenômenos. A evolução dos organismos é facilmente observada, principalmente através de processos de seleção natural, descritos primordialmente pelo cientista britânico Charles Darwin. A teoria de Darwin aparentemente explica satisfatoriamente a diversidade biológia, porém ela apresenta diversas falhas por negligência de observação ou mesmo para forçar resultados desejados, o que é descaradamente observado em uma enorme quantidade de artigos científicos, que usam como principal ferramente testes estatísticos. Qualquer cientista de respeito sabe que estes testes são facilmente manipuláveis, de forma que praticamente qualquer resultado de um experimento pode ser produzido por eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou aqui atacando a ciência. Venho mostrar que a teoria evolucionista não é tão forte quanto parece para explicar a diversidade dos organismos vivos. Ela é tão fraca que se abstém de explicar a origem dos primeiros organismos, jogando o ônus da prova para os químicos e seus experimentos. Mesmo assim, os experimentos são pouco conclusivos, como o exemplo de Urey e Miller, onde não foi obtido nada além de aminoácidos de radicais simples. Não venho defender também a fraquíssima "alternativa" à teoria da evolução denominada criacionismo e seu bolo de vertentes, como o criacionismo da terra jovem ou o design inteligente, que nada mais é que criacionismo tentando parecer ciência. Venho aqui mostrar que há diversas evidências de que muitos paradigmas científicos que há muito foram derrubados, por acochambramento de dados mal observados ou que simplesmente não foram devidamente testados, para ter sua veracidade comprovada. Estou aqui trazendo uma nova teoria de caráter científico que visa explicar a origem e a diversidade dos organismos, sem estar usando a viseira darwinista, e muito menos a viseira da necessidade da presença de um criador inteligente. Digo de antemão que minha teoria ainda precisa de lapidações, mas já possui evidências suficientes para se mostrar como uma forte adversária das teorias em vigência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ORIGENS DA VIDA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que se pensa, a vida não surgiu a partir de um único organismo simples, há bilhões de anos atrás. Melhor dizendo: sim ela surgiu a partir de um único organismo, mas ela surge e ressurge por várias vezes. Sim, leitor, é isso mesmo que você está pensando: Geração Espontânea. Os livros de ciências e biologia dos ensinos médio e fundamental execram a GE, mostrando experimentos que aparentemente a desmistificam. A biogênese é fato: organismos se reproduzem e deixam descendentes, e blá, blá, blá... Mas a abiogênese também é observada em campo, porém ela ainda á de difícil reprodução em laboratório. Um exemplo clássico de geração espontânea é o que observamos no início das estações chuvosas, principalmente em biomas que apresentam grande variação sazonal, como o cerrado. Vou utilizar o exemplo dos anfíbios. Como sabemos, os anfíbios são animais altamente dependentes de água para reprodução, em especial os que apresentam estágio larvário. Observamos logo que inicia-se o período das chuvas no cerrado, o que ocorre por volta do final do mês de setembro, milhares e milhares de anuros adultos surgem em poças d'água que não existiam ali no período da seca. Se formos a estes ambientes durante a seca, não encontraremos uma pererequinha sequer. Basta caírem as primeiras chuvas. Qual a única explicação plausível para tal fenômeno? Geração Espontânea! Mas aí você pode me questionar: mas como explicar o endemismo destas espécies? Por que não surgem animais do cerrado em outras localidades ou vice-versa? Simples: os organismos vivos interagem com o ambiente de diversas formas. Ainda utilizando os anfíbios como meu modelo demonstrativo, podemos afirmar com certeza que estes animais, enquanto presentes em seu ambiente secretam diversas substências através de sua pele. Estas substâncias mesclar-se-ão com a água e a terra do ambiente, formando uma espécie de amálgama. Depois do período das chuvas, os adultos morrerão, mas suas essências permaneceram naquele lugar mumificados, por assim dizer, pelo clima que a gora é seco. Ao fim da estação seca, a chuva molha a amálgama formada pela terra e pelas secreções destes animais, o que propicia a formação de novos anuros idênticos às espécies que ali estavam no ano anterior. Já existem casos destes observados também com diversos grupos de artrópodes e outros invertebrados, principalmente platelmintos e nematóides. Basta uma observação mais rígida de ambientes degradados que voltam a ser colonizados por organismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;HOMO SAPIENS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os criacionistas, por incrível que pareça, acertam em criticar muitos pontos duvidosos a respeito da evolução humana. Nossa espécie não é monofilética, como muitos cientistas seculares costumam defender. O homem possui origem dentre outros primatas, porém o registro fóssil antropológico apresenta diversas lacunas ainda não preenchidas, que acabam deixando muitas questões sem resposta. O que diferencia a nossa espécie das demais é, principalmente, a capacidade de discernimento e o alto grau de auto-consciência, sem falar na capacidade de fala. Estas características estão presentes isoladamente em outros animais, que com certeza participaram da formação da espécie humana. Nossa ancestralidade em comum com os chimpanzés, por exemplo, não é contestada; porém, ela não é total. Não houve uma dicotomia há alguns milhões de anos, mas sim um conjunto de mistura de genes, não só entre nossos supostos primos como também entre organismos de outras classes.&lt;br /&gt;Como todos sabem, não somos a única espécie com capacidade de falar. Várias espécies de psitacídeos também o fazem com bastante clareza e fluência. Acredita-se que esta característica compartilhada com os papagaios foi herdade de um psitacídeo ancestral, em algum momento da nossa história evolutiva. Outras característica que pensamos ser inerentes de nossa espécie também foram herdadas de outros grupos, cujos descendentes conhecemos. Nossa capacidade de nos organizarmos em sociedades, dividindo tarefas e "castas", da mesma forma em que criamos leis morais e códigos de ética foi muito provavelmente herdada de himenópteros sociais, muito provavelmente dos formicídeos. Nenhum outro grupo de animais possui uma organização social tão complexa, com essa assustadora semelhança com a nossa espécie.&lt;br /&gt;Nossa inteligência não é de origem primata, como você pode estar pensando. A única coisa que herdamos dos demais primatas, não me esquecendo dos polegares opositores e do formato de nossos ossos de forma geral, foi a cultura sexual. Quando observamos grupos de bonobos, vemos que o sexo é uma ferramenta muito importante dentro das tribos para a conciliação e a criação de um ambiente agradável para todos, sem conflitos ou guerras internas. As diversas culturas humanas, principalmente as de caráter religioso, acabaram por ocultar esta tendência a resolver tudo através do sexo na nossa espécie. Mas se observarmos a cultura hippie, que é totalmente despida de fatores religiosos, podemos observar que o culto à liberdade sexual contribui para a criação de um ambiente harmonioso e sem preocupações, assim como as tribos de bonobos.&lt;br /&gt;Mas voltando ao aspecto da inteligência, vemos claramente que esta foi herdada dos cetáceos, com grandes probabilidades de ter sido dos delfinídeos. Em campo ou até mesmo em parques aquáticos podemos observar a incrível capacidade intelectual de golfinhos e orcas. Não há como negar que são animais inteligentíssimos, incluindo excelentes memória e cognição, sem falar na capacidade de desenvolver raciocínios abstratos e complexa comunicação. A relação da nossa espécie com os delfinídeos ainda é bastante íntima. Há diversos relatos de mulheres que foram seduzidas e que chegaram a copular e terem filhos com o boto-cor-de-rosa, presente na região amazônica do Brasil, o que indica que ainda há intenso fluxo gênico entre estas espécies, reforçando a tese de compartilhamento de características.&lt;br /&gt;Esta mistura de essências, que muitas vezes é confundida com características genéticas se dá de forma muito semelhante com o descrito acima sobre a reprodução de anfíbios, na forma de como a essência é preservada na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;SURGIMENTO DO UNIVERSO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O nome surgimento é só marketing. Não houve um começo e, muito provavelmente, não haverá um fim. Pouco se conhece a respeito das regiões limítrofes do universo, mas sabe-se que este apresenta períodos de retração alternados com períodos de expansão. Tudo isso é controlado por um Grande Buraco Negro, que aspira e repele continuamente todos os elementos presentes no universo. O GBN não so age de forma "macro", absorvendo e repelindo planetas, estrelas e outros astros, como também de forma "micro", dentro dos astros, de forma extremamente pontual. Isso pode ser observado pelo fenômeno "gnomo do meu quarto", que consiste no sumiço de um objeto que misteriosamente desaparece do lugar onde você o havia guardado, reaparecendo em outro lugar inusitado, ou até mesmo no mesmo lugar de antes. O desaparecimento de pessoas e animais de estimação também está relacionado com este fenômeno, que muitas pessoas acabam confundindo com um sequestro ou uma abdução por seres extraterrestres. Acredita-se que o que conhecemos e vemos hoje como estrelas, planetas, satélites, galáxias, etc. nada mais é que o primeiro evento de expansão do universo ocasionado pela ejeção de matéria primordial advinda do GBN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;EVENTOS MODERNOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Observamos hoje uma tendência natural ao surgimento e crescimento de espécimes e espécies feias. Sim, isso mesmo! Feias! Desprovidas de beleza ou simplesmente prejudicadas das feições. Quando um ambiente é degradado com poluição, por exemplo, as espécies que iniciarão a colonização daquele ambiente são espécies feias, como lodo, capim, baratas, ratos, escorpiões e outros animais desta estirpe. Raramente ou quase nunca observamos espécies bonitas frequentando ambientes degradados. Quanto maior a quantidade de degradação, maior a quantidade de espécies feias. É a chamada Entropia da Feiura. Com a destruição do ambiente, o homem também está acabando com a beleza da natureza, substituindo as espécies belas por espécies feias, que coincidentemente ou não, também são espécies extremamente nocivas ao homem. Havendo uma hecatombe nuclear, estes serão os organismos que sobreviverão e recolonizarão a nova Terra, agora repleta de criaturas feias. As espécies bonitas estão atualmente em vias de extinção, principalmente devido à ação do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CONCLUSÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como me referi no início, minha teoria ainda precisa de lapidações, mas ela já tem respaldo suficiente para ser ensinada como uma teoria científica em sala de aula, como uma alternativa à teoria da evolução, visto aspecto epistemológico dos defensores das teorias "alternativas" que andam aparecendo mais pela mídia, e estão ganhando força política. Peço aos meus colegas e amigos professores e cientistas que analisem minha teoria e, com o bom senso e o cetismo, comparem esta com as teorias antigas e vejam que a plausibilidade de meus argumentos se equipara a qualquer outra teoria biológica, no que tange a explicação do surgimento e da diversidade da vida. Aqui me despeço! Cuidado com o GBN!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-5674528184132664094?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/5674528184132664094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=5674528184132664094' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/5674528184132664094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/5674528184132664094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2008/12/uma-nova-teoria.html' title='Uma nova teoria'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-7779104177995088571</id><published>2008-10-09T04:46:00.000-07:00</published><updated>2008-10-09T06:42:43.750-07:00</updated><title type='text'>E depois?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SO4HVohMlfI/AAAAAAAAAAY/O6qzxZtLA_s/s1600-h/existevida.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SO4HVohMlfI/AAAAAAAAAAY/O6qzxZtLA_s/s200/existevida.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255145883423249906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em praticamente todas as culturas, existe uma preocupação com o que acontece após a vida. Apesar dessas religiões e costumes tomarem como certa a vida após a morte, não há evidências concretas a este respeito. Isso inclui o fato de o pós-morte ser algo totalmente divergente. Dentro do próprio cristianismo nós podemos encontrar diferenças. Uns creem que os "bons" vão para um lugar bom, bonito, ao lado de Deus, cheio de paz, onde passarão o resto da eternindade gozando da recompensa por sua vida na Terra, ao passo que os "maus" vão para um inferno ardente, cheio de demônios e sofrimento, onde pagarão pelos seus erros aqui cometidos. A recompensa e o castigo eternos variam até mesmo dentro de cada uma das denominações cristãs. Umas dizem que o indivíduo que simplesmente aceitar Jesus já terá a sua salvação; outras dizem que a recompensa divina vêm com os atos realizados em vida. Os católicos criam que os que não cometeram pecados muito pesados, passariam por um purgatório, onde poderiam se purificar, para depois poderem gozar da vida eterna no paraíso. Mas essa discussão é assunto para um outro post. Os espíritas, por outro lado, afirmam que ao desencarnar, o espírito passará por evoluções e retornará à Terra reencarnando em outro corpo. Além disso, alguns espíritos têm livre acesso à Terra, podendo perambular por aí, comunicar com os vivos e atormentar a vida de outros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas por que será que existe essa preocupação com a vida após a morte? Por que tantas pessoas creem em algo de forma tão convicta? Será que isso existe mesmo? Eu tenho uma visão particular peculiar a este respeito, mas antes colocorei algumas idéias sobre esta crença, tão antiga e tão difundida em nossa civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseados nos ensinamentos da Bíblia, a maioria das denominações cristãs, incluisive a Igreja Católica e as Igrejas Protestantes de uma forma geral, creem que há um céu para os bons e um inferno para os ruins. Tanto no cristianismo quanto em outras religiões, digamos, de grande expressividade, existe essa dualidade recompensa-castigo. No entanto, existem religiões como o xintoísmo, onde existe o culto aos ancestrais. Nesta religião existe o culto aos mortos que tornam-se dividades assim que morrem. Não existe aqui recompensa-castigo, mas um aprimoramento espiritual, assim como no kardecismo. Culturas totalmente distintas chegam a conclusões igualmente díspares, mas a preocupação é uma só: o que acontece com os que já se foram desta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento da religiosidade na nossa espécie apareceu, de acordo com alguns psicólogos evolutivos, como uma necessidade de agregação assim como um manual de regras de conduta social, aonde punições físicas já não eram mais suficientes para conter os contraventores de alguns grupos sociais. Além disso, dar conforto àqueles que vivem uma vida injusta, sem que estes precisem apelar a atitudes anti-sociais para fugirem do sofrimento em que vivem. Pensar que toda nossa experiência encerra-se assim que empirulitamos pode ter sido extremamente doloroso e sem sentido para os primeiros &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homo&lt;/span&gt; pensadores. Já deveria ser deveras complicado para estes caras tentar explicar a exuberância da natureza ao seu redor, quanto mais pensar nessas pequenas coisas. Vamos imaginar uma situação hipotética: um humano primitivo com poucas chances de ter sucesso na vida com fêmeas ou como líder de seu bando para e reflete: "Porra, eu sou um merda! Só me fodo nessa vida! Aí, olho para o lado e vejo meus companheiros comendo as gatinhas, dando ordens, ganhando brigas... Isso me deixa puto! Sabe de uma coisa? Foda-se! Vou sair matando, roubando e sacaneando esse bando de filho da puta, afinal de contas morrer não é nada mal para quem leva essa merda de vida que eu levo...". Agora imagine esse cara vivendo em uma tribo que já tenha sido "infectada" com o meme da vida após a morte, aonde os bons são recompensados com fartura e felicidades, que não lhe foram concedidas em vida, ao passo que os maus são castigados com o sofrimento eterno. Nosso coleguinha com certeza vai pensar duas vezes antes de roubar o fortão da tribo, ou matar os seus filhinhos. Seu sofrimento momentâneo será recompensado num futuro próximo. Mais aí ele pode se matar, para chegar à recompensa e acabar com seu sofrimento mais depressa. No entanto, assim como os genes, os memes também evoluem, e para conter os suicidas, estes também são condenados, como se essa fosse uma atitude ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto é o conforto de semelhantes ao morto que a idéia de uma vida após a morte pode trazer. Saber (ou crer) que seus parentes estão felizes e em um bom lugar é extremamente reconfortante. Da mesma forma que poder se comunicar e poder revê-los pode ser mais reconfortante ainda. E é isso que é visto no espiritismo, principalmente na vertente criada por Allan Kardec. Reconforto. Essa é a palavra que, acredito eu, tenha feito surgir e proliferar a crença em uma vida após a morte, desde os primórdios da humanidade. O próprio Jesus Cristo, em seu sermão da montanha, proferindo suas bem-aventuranças reforçou a idéia de que os pobres de espírito, os sofredores, os miseráveis, os injustiçados, etc. não precisam se preocupar por agora, pois eles terão o Reino dos Céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que pode parecer, não estou criticando ou ridicularizando as pessoas que tem essa crança. Na verdade, acho até muito bom para a sociedade, como deve ter sido desde que esse meme surgiu. É só pensar na quantidade de potencias bandidos, que presos a dogmas como esse, podam-se por acreditarem que se fizerem coisas erradas vão arder eternamente em um inferno que provoca um sofrimento infinitamente maior pelo qual ele passa por agora em vida. Sem falar nos presidiários que aceitaram Jesus e passaram a levar uma vida longe da criminalidade. Pelo menos aparentemente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, particularmente, sou cético em relação a uma vida após a morte. Minha crença e minha vontade é que, depois que eu morrer tudo acabe para mim, minha consciência apague. O descanso eterno seria a morte total, deixar de existir para sempre, pelo menos para mim. Esse é o meu conforto. Provar a existência da vida após a morte é um tanto quanto impossível para a maioria dos cristãos. A final de contas, depois que morrer, as pessoas vão diretamente ao encontro de Deus, de quem receberão um julgamento seguido de uma sentença: céu ou inferno. Na crença cristão tradicional, ninguém volta para contar histórias. Já no espiritismo, alguns médiuns afirmam poder incorporar espíritos ou comunicar-se com eles. Já vi manifestações deste tipo e eu ficaria bastante intrigado e espantado, vista a minha não-crença em uma vida após a morte. Mas como eu afirmei, para mim, ou seja, para o indivíduo, a vida acaba. No entanto, durante a nossa vida, nós realizamos diversas coisas, marcamos pessoas, lugares, objetos. Parte de nossa essência fica marcada nisso tudo. É como se deixássemos pequenas frações de nossa alma nas pessoas e coisas que passaram de alguma forma por nossas vidas. Essas marcas variam de acordo com a situação. Você não tem a mesma imagem (ou no jargão que estou utilizando agora: impressão) em mim e em outra pessoa. O contato que as pessoas tiveram comigo foram de diversas formas diferentes, e isso também vale para lugares, animais e objetos. É a memória de nossa existência, de que um dia estivemos vivos. E é essa essência, essa marca deixada por nós que é sentida extrassensorialmente por médiuns ou pessoas mais sensívei, e não uma alma única e indivisível que anda perambulando por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vi muitos relatos de pessoas que sentem desconforto em determinados lugares, sem saber a origem deste desconforto. Vi uma vez uma mulher no programa do Gugu (tá, pode malhar!) que se dizia médium. Levaram a infeliz pro Carandiru, já abandonado e em vias de ser demolido, para a construção de um novo presídio. A mulher dava gritos de pânico cada vez que olhava para uma cela, como se visse os caras que ali foram massacrados sofrendo tudo de novo. Daí que entra a história das impressões ou essências. Coisas realmente horríveis aconteceram ali e homens muito ruins passaram por lá, deixando suas marcas, o que deixou aqueles ambientes "carregados com energia negativa". Eu mesmo já tive sensações estranhas em alguns lugares, que depois fiquei sabendo que foram cenas de crimes brutais ou suicídios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagem tudo isso, né? Não sei se fui claro em minhas explanações. Se tiver alguma dúvida, pergunte aí nos comentários que eu explicaria com muito prazer esse aspecto da minha "crença". Acho inclusive que vão aparecer pessoas que compartilham de idéias semelhantes às minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-7779104177995088571?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/7779104177995088571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=7779104177995088571' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/7779104177995088571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/7779104177995088571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2008/10/e-depois.html' title='E depois?'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SO4HVohMlfI/AAAAAAAAAAY/O6qzxZtLA_s/s72-c/existevida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-4923092823594630619</id><published>2008-08-27T11:13:00.000-07:00</published><updated>2008-08-27T11:30:45.252-07:00</updated><title type='text'>Vida de proletário</title><content type='html'>Tá foda... Depois que comecei a trabalhar na UnB, tudo ficou muito mais dificil. Meu tempo disponível virou uma lenda. Não consigo mais estudar pra nada, estou dormindo mal pra cacete, a patroa já reclama da minha ausência... até suspendi minha conta do World of Warcraft, por pura e simples falta de tempo. Essa vida de proletário é difícil, ainda mais quando eu lembro que ao escolher fazer biologia eu sabia que minhas perspectivas financeiras não teriam horizontes distantes. Poderiam até ter, desde que eu me prostituísse e esquecesse que gastei quatro anos de graduação mais dois de mestrado estudando uma coisa e depois largasse tudo pra fazer uma prova pro Senado, STJ, etc. Eu escolhi isso e agora, negão, encarne o espírito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já encarnei com força! Já me filiei ao SINTFUB, o sindicato dos trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília. Agora, a qualquer sinal de greve, se quiser me encontrar, me procure no alto do trio elétrico de bandeira vermelha convocando os servidores para uma assembléia geral na praça Chico Mendes, que circula pelo Campus da UnB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me endividei? Ainda não, mas  em poucos dias já entro no meu primeiro crediário. Carro novo com prestações a perder de vista. mesmo que os juros façam com que eu pague meio carro a mais. Mas isso não é problema de classe média. Até juízes se endividam. Só que dívida de classe média o cara entra no SPC e no SERASA. Rico com dívida fica impedido de comprar o último modelo de Ferrari pelos próximos dez anos, até que ele comprove ter renda suficiente pra pagar a Macchina à vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como bom servidor público, tenho que fazer algo de útil agora, pelo menos durante estes três primeiros anos de estágio probatório. Assim que tiver tempo e outra inutilidade para compartilhar, aqui postarei. Deixa eu ir lá. Preciso fazer valer meu adicional de insalubridade, vou ali fungar um formolzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-4923092823594630619?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/4923092823594630619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=4923092823594630619' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/4923092823594630619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/4923092823594630619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2008/08/vida-de-proletrio.html' title='Vida de proletário'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-7331112126423085641</id><published>2008-06-25T18:11:00.000-07:00</published><updated>2008-07-01T20:37:52.853-07:00</updated><title type='text'>Um breve ensaio sobre o peido</title><content type='html'>Há situações em nossas vidas para as quais não damos muita atenção. Situações que prefirimos esquecer, principalmente por seu caráter constrangedor. Isso mesmo: a hora de peidar é normalmente um momento de nossas vidas que seria melhor se pudéssemos pulá-lo. É uma situação extremamente humilhante liberar gases intestinais em público, principalmente quando estes vêm acompanhados de sonoras vibrações anais. Tais ruídos, não é de hoje, são motivo de estudos, listas e gozações que por aí vemos, como se este fosse o principal componente do peido. Fazemos esta separação sem nos atermos ao principal elemento dos gases: as substâncias químicas. O ser humano tem um tendência de priorizar o sentido da visão e da audição, em detrimento dos demais sentidos. Se fôssemos cães, talvez estaríamos fazendo piadas e estudos a respeito dos odores provenientes do intestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A postagem de hoje visa mostrar um novo ângulo a respeito do peido. Eu, como um biólogo idiota, parei para observar (cheirar) este intrigante momento de minha fisiologia. Se você é uma pessoa sensível, um arquiteto, um cabelereiro ou uma patricinha, não leia. Você terá pela frente um texto recheado de coisas que você poderá classificar como nojento, imbecil e desnecessário. Agora, se você é uma pessoa curiosa, tem bom humor ou simplesmente é um idiota como eu, boa leitura. Espero levar a você alguns esclarecimentos a respeito do tema, assim como farei-te observar melhor que os gases que saem através de seu ânus podem ser motivo de um estudo muito rico e curioso, sem falar que com um estudo adequado, você poderá temperar os seus próprios peidos, com o auxílio de uma dieta bem balanceada. Como eu disse, os dados que apresento aqui são puramente empíricos e foram obtidos com os meus, e somente os meus, próprios peidos. Não recomendo cheirar o peido dos outros, pois é uma sensação muito ruim e desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas pensa que o peido é simplesmente um gás fedorento proveniente do intestino. No entanto, poucos sabem que existem diversas substâncias químicas resultantes da digestão dos alimentos que estão diretamente relacionadas a odor dos peidos. Estas substâncias normalmente são nitratos, nitritos, sulfatos, sulfetos, fosfatos e outros componentes pouco energéticos derivados da digestão de proteínas e ácidos nucleicos. Estes três elementos (Enxofre, Fósforo e Nitrogênio) são a chave para se observar os peidos. O cheiro de enxofre lembra o cheiro de ovo podre. É um cheiro ácido, bastante característico. Normalmente os sulfatos estão associados àqueles peidos que saem "quentes" e silenciosos. O calor que sentimos está relacionado à sensibilidade de alguns receptores presentes na região do reto, que respondem de forma semelhante a qual os receptores de nossa boca responde à pimenta. Uma pessoa que tem uma dieta rica em condimentos, tais como alho e cebola, tem grande popensão de, no dia seguinte emitir gases com estas características: quente, levemente úmido, silencioso e com cheiro de enxofre. Os compostos de nitrogênio, por sua vez, tem o típico cheiro de podre. É um cheiro bem mais forte. Nestes casos, o peido vem mais seco e com a devida pressão, normalmente vem acompanhado de som. O cheiro de fosfato já lembra aquele cheiro de chorume, ou então de águas eutrofizadas, quando combinado com os componente sulfurosos. O metano é o principal resíduo da digestão de carboidratos, sendo ele amido ou celulose (no caso dos animais exclusivamente herbívoros). Ao contrário do que muitos pensam, o metano é inodoro. É ele o gás responsável pelo volume do peido, que tem além do metano, possui grandes quantidades de gás carbônico. Sem falar que ele é inflamável, o que torna as cenas de alguns filmes de besteirol totalmente possíveis e reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro do peido também pode ser um bom indicativo da situação de sua digestão. Dietas ricas em proteínas produzem peidos muito fedorentos. Já dietas ricas em carboidratos produzem grandes volumes de peido, porém menos fedorentos. A nossa dieta artificial é muito rica em carne processada e carboidratos é uma verdadeira bomba que combina volume e fedor. Sem falar que a carne processada recebe doses extras de nitrogênio, o que piora muito mais o aroma. Alguns alimentos são famosos por provocar flatulências: feijão, leite, ovo, repolho, batata-doce, carne. Não é mito. Estes caras realmente são bombas de gás, quando digeridos por nossas enzimas digestivas e pelas bactérias presentes no nosso intestino. Sou prova viva disso. Em especial o repolho, o ovo, a carne e o feijão são ótimos temperos de peido. A indigestão ou a intoxicação alimentar também pode ser facilmente diagnosticada pelo cheiro do peido. Alimentos mal digeridos liberam no peido um cheiro de alimento em deterioração. Um cheiro de chorume, de lixo, facilmente reconhecido. Este cheiro normalmente está associado à uma caganeira iminente. Quando o "urubu está bicando a cueca", ou seja, quando estamos em ponto de bala pra soltar aquele cocozão, sentimos um cheiro levemente adocicado, avisando que um cocô de textura adequada está por vir. Este cheiro é idêntico, por sinal, ao de prisão de ventre. Os vegetarianos não escapam. A soja é um dos grãos mais protéicos e oleosos que conhecemos. A soja sozinha produz gases em grandes quantidades e com aromas mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alimentos ricos em gorduras também são altamente flatogênicos. Para este tipo de alimento, eu não tenho nenhuma explicação para os motivos de seu potencial aromático. Só sei que fedem E dão volume. Talvez seja porque estes alimentos estejam associados na maioria das vezes a carboidratos e proteínas. O cheiro é o mais azedo de todos. É rançoso e lembra o alimento que deu origem ao gás. Outro fator é a quantidade de alimentos fermentados, principalmente por fungos, o que inclui queijos (que além de tudo são ricos em proteínas e gorduras) e bebidas alcoólicas. O excesso de cerveja prejudica a microbiota intestinal (não diga flora intestinal, pois você não tem plantas nas tripas), o que interrompe algumas vias de degradação e digestão, tornando o alimento mal digerido. Com isso, o cara pode ter caganeiras, que traz o aroma de peido característica, citado anteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o caro leitor tenha sido tocado por este tão elucidativo texto. Se alguém resolver enveredar-se por estes testes, lembre-se que são vários os fatores que também podem influenciar no cheiro do peido, além dos fatores digestivos. O estresse, o período de sono, a atividade física da pessoa e a quantidade de líquidos ingerida também são fatores tão importantes quanto a própria dieta em si. Outros problemas mais sérios de saúde também podem ser importantes fatores. Se você sentir que seu peido está com um cheiro muito fora do comum, procure um médico, pois como já demonstrado, o cheiro do peido pode ser um indicativo da saúde do seu corpo. O mais importante é conhecer o seu repertório odorífico de peidos. Sabendo que tipo de alimento produz que tipo de cheito ou que volume de gases, você passará a ter um controle melhor do cheiro que as outras pessoas sentirão. Quando não conseguimos segurar, é preciso o máximo de etiqueta. É educado soltar um pum com o fedor minimizado. Afinal de contas, nós temos uma tolerância muito maior do cheiro do nosso próprio peido que dos peidos alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-7331112126423085641?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/7331112126423085641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=7331112126423085641' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/7331112126423085641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/7331112126423085641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2008/06/um-breve-ensaio-sobre-o-peido.html' title='Um breve ensaio sobre o peido'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-2560930635199476535</id><published>2008-06-10T11:16:00.000-07:00</published><updated>2008-06-10T17:50:43.197-07:00</updated><title type='text'>Pela proibição do paintball</title><content type='html'>Há pouco mais de um ano, a justiça brasileira proibiu a comercialização de jogos de computador considerados violentos, tais como Everquest e Counter Strike (CS). Venho aqui manifestar meu total apoio a esta decisão. Ninguém mais adequado para proferir tal sentença que um grupo de senhores de comprovado saber jurídico além de extensa experiência na educação de seus filhos, nos anos 60 e 70.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa ser psicólogo pra ver o quanto os moleques ficam doidos ao jogarem CS. Eu mesmo era viciado nesse jogo. Ao me sentar na cadeira em frente ao computador com este jogo, eu me transformava. O rapaz pacato e educado se transformava num serial killer! No meu caso era pior. Sempre tive preferência por jogar no time dos terroristas. Talvez eu inconscientemente  manifestava, nesta situação, meus instintos subversivos de querer matar policiais e guardiões da paz social. Com o mouse e o teclado nas mãos, nunca fui um exímio jogador, mas pude sentir na pele a sensação de ser um assassino terrorista cruel. Sentia prazeres quase orgásmicos quando matava um inimigo. Principalmente quando dava um head-shot (tiro na cabeça), pois nestes casos, o jato de sangue é bem maior e é bem mais humilhante para o adversário. Este jogo tomava conta de mim. Eu e meus amigos virávamos a noite em LAN-houses jogando CS, matando e fuzilando uns aos outros num balé de sangue e balas virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande resultado: hoje sou um ex-assassino frio e calculista. Meus instintos de matar uma pessoa afloravam espontaneamente, a qualquer momento. Não podia me lembrar dos cenários do Counter Strike que logo tinha uma recaída. Pegava minha AK-47 e saia na rua doido pra matar alguém, de preferência um policial uniformizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dou o crédito desse meu distúrbio somente ao Counter Strike. Desde os meus doze anos, em meu computador sempre tinha um jogo em primeira pessoa cujo objetivo era matar pessoas ou monstros, pegando em armas cada vez mais poderosas. Comecei com Wolfenstein, no qual controlamos um soldado americano que invade o castelo de Hitler, em plena segunda guerra. Neste jogo, morre mais alemão que na própria guerra. Mas como era bom matar alemães em meio àqueles corredores com paredes de tijolos vermelhos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu computador evoluiu. Mudei para o Doom. Muito mais legal. Muito mais violento. Nele, eu tinha acesso a espingardas, metralhadoras giratórias, armas de plasma e minhas duas favoritas: a bazuca e a BFG9000. Essas eram minhas favoritas porque elas literalmente faziam carne moída com os inimigos. Ao atingir um grupo de soldados mais fracos com qualquer uma dessas armas, eles viravam pedaços de carne amorfos. Lembro-me de gargalhar na primeira vez que testei estas armas contra meus inimigos. Meu sadismo crescia cada dia mais... Este jogo, encontrado instalado nos computadores dos autores do massacre de Columbine, foi o que os estimulou e instigou a entrar em sua escola portando armamentos pesados e fuzilarem seus colegas e professores, antes de se matarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais pra frente, adiquiri um novo jogo. Um dos piores, de acordo com os mesmos que proibiram o CS. Este jogo tem, inclusive, a cena que estimulou o então estudante de medicina Mateus da Costa Mendes a entrar em um cinema com uma submetralhadora e atirar contra a platéia. Era o Duke Nukem. O personagem é um ex-comando do exército que anda pelas ruas devastada por alienígenas, matando-os, para tentar salvar a humanidade. Nesse meio termo, ele dá uma grana para prostitutas e dançarinas mostrarem seus peitos ou falarem uma sacanagem qualquer em inglês. Hoje ainda tenho vontade de dar um tiro em uma mulher que não queira me mostrar os peitos por cinco reais. Neste jogo, a violência e as armas são ainda maiores. A pizza de monstro é bem mais frequente que nos jogos anteriormente descritos. Meu perfil de assassino, já estava praticamente montado, aguardando somente o input provocado pelo Counter Strike.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou um regenerado. Mesmo ainda tendo vontade de matar pessoas, não mais o faço. Sessões de psicoterapia me fizeram aprender a controlar o instinto de matar pessoas, juntamente com a frieza para tal. Eu poderia ser poupado de tudo, não fosse a exposição exagerada a jogos tão violentos durante minha infância e adolescência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é reflexo de uma educação social que regride em aspectos morais à medida em que a tecnologia dos brinquedos avança. Meus pais e meus avós não tinham videogames. Eles brincavam de polícia e ladrão com revolvinhos de madeira ou plástico, totalmente inofensivos. O braulho dos tiros era feito com a boca, até o momento em que se inventaram a espoleta, que dispensava o recurso sonoplástico oral. Minha geração, repleta de assassinos juvenis, foi bombardeada por tais jogos, que tiram totalmente a noção de realidade do adolescente. Um menino de 14 anos perde totalmente os parâmetros. Ele acha que na vida real pode pegar uma arma e sair matando todo mundo, da mesma forma que pode morrer e ressucitar cheio da grana novamente! O video game já não mais satisfaz sua sede de sangue virtual, fazendo com que ele busque sangue real, principalmente se este espirrar em seu rosto e em sua roupa! Os video games violentos definitivamente são responsáveis pela má educação da geração atual, e principalmente pelo grande números de delinquentes nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns psicólogos despreparados dizem que estes jogos não tem tanta influencia nisso. Basta jogar na cara deles histórias de rapazes equilibrados que se tornaram psicopatas ao jogarem tais jogos, como os meninos de Columbine e  o Mateus Costa, aqui mesmo do Brasil. Há tempos não via juízes tomarem uma atitude tão correta como estes que proibiram a venda destes jogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa luta agora deve ser mais adiante! Devemos lutar pela proibição do paintball! Um jogo que parece inofensivo aonde um time tenta "matar" os jogadores do outro com balas de tinta, na verdade é mais um jogo que estimula a violência. Ver o colete do adversário com tinta escorrendo é uma porta de entrada para ver a roupa de pessoas encharcada de sangue de verdade, saindo de uma ferida provocada pela entrada de uma bala de revólver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As novas gerações são muito inocentes e facilmente manipuláveis! Se não tomarmos uma atitude, nossa juventude será corrompida por jogos reais e virtuais que estimula nossos instintos assassinos. Fechem os olhos os incrédulos nesse fato e tomemos uma atitude todos nós que vemos a degradação da juventude bem debaixo dos nossos narizes acontecendo, vindo da tela de um computador ou de armas de pressão carregadas com balas de tinta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-2560930635199476535?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/2560930635199476535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=2560930635199476535' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/2560930635199476535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/2560930635199476535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2008/06/pela-proibio-do-paintball.html' title='Pela proibição do paintball'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-3707387940664515561</id><published>2008-06-03T16:08:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T18:47:47.682-07:00</updated><title type='text'>O dia da minha conversão</title><content type='html'>Todo evangélico convertido, principalmente os ex-presidiários, ex-gays, ex-prostitutas, ex-satanistas, ex-macumbeiros ou ex-qualquer coisa que pareça com alguma subversão social, sempre aparece na sua Igreja contando como e porque ele conheceu a Jesus e renegou ao mundo em nome dele. Vou então aqui fazer o meu relato da minha conversão à minha "não crença" ou ceticismo, como preferirem. Não virei ateu. Apenas deixei de acreditar em qualquer coisa que um padre, um catequista ou um poema escrito há mais de dois mil anos toma como verdade. Vamos à historinha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno, meus pais me criaram como uma criança católica (expressão que causa ojeriza ao ateu Richard Dawkins, justamente por conta de exemplos como o que ocorreu com minha pessoa). Fui batizado aos dois meses de idade, e desde então era um cristãozinho feliz, que ia com papai, mamãe e irmãos mais novos todos os domingos (ou sábados, na missa das crianças) à Igreja. Não ia porque eu gostava, devo confessar. Ia porque era coagido pelos meus pais. Não ir à missa era motivo de suspensão de video game ou outro castigo que me causava pânico. Se dependesse exclusivamente de mim, não ia a missa nem a pau. Nunca gostei daqueles rituais e sermões repetidos todos os domingos. Mas mesmo assim, eu tinha um sentimento que me fazia ir à missa, que não era só a ausência do video game: era o medo! Tinha medo de ir para o inferno, pois não estaria respeitando o mandamento de guardar o domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui nesse mesmo ritmo frequentando o catecismo. Fiz três anos de catequese (pré-evangelização, pré-eucaristia e eucaristia) antes de fazer a primeira comunhão. As tias da pré-evangelização até que eram legais. Aprendi muita coisa com elas, além da música do "Pai Abraão". Meu professor da pré-eucaristia, já não me agradava muito. Suas aulas resumiam-se a decorebas dos mandamentos, sacramentos e dos cinco mandamentos da Igreja, com prova e tudo mais. Inclusive, o primeiro zero da minha vida foi em uma destas provas, por eu ter colado tudo do meu coleguinha. Mostrei minha prova zerada chorando para o meu pai, cagando de medo de tomar um sapão cabuloso. Enfim, sobrevivi. Fui pra Eucaristia, aos dez anos de idade.  A professora era muito legal. Era meio liberal e não dava prova. Até que eu peguei gosto pelo negócio. Depois destes três anos, a cerimônia de primeira comunhão, celebrada pelo Padre Guido na Paróquia do Divino Espírito Santo, do Guará II. Linda cerimônia, cujo momento mais emocionante, para mim, foi o final, quando o padre assumiu os teclados e mandou a Toccata e Fuga em Ré menor de Bach. Lembro que meus olhos encheram de lágrimas neste momento. Passei da primeira fase na escalada da fé católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com onze anos, não quis mais ir pro catecismo. Só poderia crismar com quinze anos, então não ia para o catecismo. Só voltei a frequentar as aulinhas de religião aos 14 anos, em Taguatinga. Era a Perseverança, curso que é dado como preparatório para a Crisma. Um pé no saco. Era só reza de terço. O professor era bem fraquinho. Mais uma vez, eu ia por pressão de casa. No outro ano veio a Crisma. Os professores eram muito bons, cabeça aberta, não endeuzavam a Igreja Católica e seus dogmas, mas voltavam a aula para a caridade, logicamente com o pano de fundo do catolicismo. Fiz a Crisma. Acho que, apartir do momento em que fui ungido pelo óleo do bispo, as coisas começaram a tomar rumo na minha fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei para a banda da Igreja junto com meus irmãos, aos 17 anos. Eu gostava de tocar na Igreja, como gosto de tocar em qualquer lugar que tenha público. Ouvia o padre da capelinha nos parabenizar por encher a missa dos sábados à tarde de jovens. Nosso som realmente teve uma influência muito forte. E foi neste momento, que muita coisa começou a clarear na minha mente. A banda se reunia desde o início da tarde para as meditações e ensaios antes da missa. Meditações com orações de emoção, onde um dos componentes sempre puxava as orações em frente ao santíssimo (para os que não conhecem, o santíssimo é a caixinha aonde são depositadas as hóstias consagradas). Todos ali pareciam se sentir tocados pela aura de Deus, que supostamente estava ali presnte. Realmente, o momento na maioria das vezes trazia a sensação de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi em um dia, num daqueles momentos de silêncio profundo, em frente ao Santíssimo, que eu parei. Pensei em todos as vezes que participei de orações mais profundas e meditações em nome de Jesus. Parei mesmo. Não conseguia lembrar de nenhum outro momento em que eu tivesse sentido algo semelhante ao que eu sentia naquele momento, ou diferente do que eu estou sentindo neste exato momento. Por que Deus, Jesus ou o Espírito Santo nunca havia me tocado como ele toca as demais pessoas? Por que nunca senti a emoção ou a alegria que aquelas outras pessoas estavam sentindo? Será que esses disquinhos de trigo são realmente o corpo de Cristo, assim como o vinho é seu sangue? Juro que fiquei confuso. Muito confuso. Me sentia excluído, abandonado. Tenho convicção que foi nesse dia que minha fé começou a se esfrangalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um crente pode até dizer que foi o demônio que me tentou naquele momento. Seria então Deus tão permissivo a ponto de deixar o seu inimigo adentrar Sua casa e ludibriar seus filhos? Junto com essa dúvida, veio um estudo novo. Sempre me interessei por história antiga e vi que muita coisa que é tomada como dogma pelas igrejas cristãs nada mais são que convenções criadas pelos implementadores da doutrina cristã, ao seu bel prazer. Observei que o cristianismo nada mais é que uma amálgama de outras religiões, como o judaísmo e as religiões pagãs, talvez com o intuito principal de angariar e adaptar a religião dominante à dos fiéis de outras religiões, sem mexer com a essência de suas respectivas fés. Vi que a Bíblia é uma colcha de retalhos repleta de contradições e interpretações equivocadas, feitas pelos homens de hoje. No entanto, não negava nem nego a exitência de Jesus, nem tampouco desprezo seus ensinamentos. Mas não o coloco num patamar diferente de Ghandi, Dalai Lama, Sidartha Gautama (Buda), Chico Xavier e outros homens iluminados que muito contribuíram para a disseminação da paz pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra coisa que me fez ir largando a Igreja Católica foi o choque dos meus ideais que afloraram com alguns preceitos modernos hipócritas, como a proibição de anti-concepcionais e a negação completa ao aborto. Tudo isso sem falar no nojo que sinto quando vejo o quanto o homem pode ser vil e inescrupuloso, ao abusar da fragilidade, ignorância, inocência e humildade do outro para transformá-lo em um fiel contribuinte de uma igreja-business dessas neopentecostais que vemos por aí, que mais parecem produtos vendidos por um marqueteiro que um local de oração a Deus. Nojo também tenho do fundamentalismo, que cega as pessoas e não as transforma em pessoas melhores, mas em pessoas que temem ir para o inferno e só fazem o bem com o único intuito de "irem para o céu". Muitos desses, que adoram julgar as outras pessoas por qualquer coisa, desde sua opção sexual até ao tipo de música que ouve, já se julgam "salvos" com um lugar reservadinho ao lado de Deus para eles. Nestes meios, intolerância e preconceito com as demais denominaões religiosas são palavras de ordem, mesmo que veladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quis mais saber de Igreja. Nem o próprio Jesus quis saber. Ele mesmo fala que derrubará o templo e o construirá em três dias, fazendo alusão à sua morte e ressurreição. Neste ponto, ele mostra que não precisamos de igrejas. Ele mostra que nós somos o templo. Casas de concreto e madeira não valem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou feliz. Não me sinto escravo de uma igreja que me obriga ou me proíbe de fazer nada. Não me sinto preso a um ser que se diz Pai e quer ver seus filhos sofrendo com sacrifícios desnecessários. Não me sinto obrigado a frequentar rituais onde as pessoas são induzidas a agir e pensar o que elas anteriormente não queriam. Mesmo assim, não sou uma pessoa má ou satanista, como podem pensar alguns crentes. Não gosto de igreja, mas faço tudo o que um "bom cristão" foi instruído por Jesus a fazer, só que sem as amarras de uma religião, sem a obrigação de ir para um "céu" e sem medo de ir para um inferno. E sinto-me feliz com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que tudo que acontece de forma "metafísica" como curas milagrosas e outras coisas do gênero nada mais são do que manifestações realizadas pelas próprias pessoas. Nós é quem temos o poder para mudar estas coisas, mas muitos de nós atribuem esse poder a uma entidade superior intangível, como deuses ou Jesus, pois assim sempre nos foi ensinado. Somos um bando de Zérruelas desprezíveis que precisam de algo superior para ser algo na vida. Dependemos de um ser divino, e não só da gente para atingirmos êxito em qualquer coisa. Não acredito tampouco em demônios, que nos tentam e nos querem ver por baixo, ou nos usam para o mal.&lt;br /&gt;O que chamamos de demônios nada mais são do que os nossos instintos primitivos querendo aflorar e sobrepujar nossa razão, adquirida ao longo de alguns milhares de anos de evolução. Se tomarmos a árvore da sabedoria do éden, podemos adimitir que a humanidade começou a partir da ingestão do fruto proibido. Depois de comê-lo Eva e Adão passaram a ter conhecimento sobre sua nudez, sobre si próprios. O mesmo pode ser utilizado pela história do homem: o ser humano passou a ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sapiens &lt;/span&gt;a partir do momento que nossos ancestrais adquiriram a auto-consciência. Antes disso, éramos primatas puramente instintivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não duvido nem creio em uma entidade superior. Talvez por isso me defino como agnóstico. Simplesmente, não misturo o místico com o natural. Se Deus existir e for realmente onisciente, ele vai entender perfeitamente minha posição filosófica. Se ele realmente existir, não tenho medo de ser condenado por não puxar o divino saco, como muitos  que se dizem cristãos o fazem, pois ele não deve ser sádico e deve ter muito bom senso para reconhecer que para ser bom, seus filhos simplesmente precisam fazer com que sua passagem na Terra tenha sido proveitosa para a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-3707387940664515561?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/3707387940664515561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=3707387940664515561' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/3707387940664515561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/3707387940664515561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2008/06/o-dia-da-minha-converso.html' title='O dia da minha conversão'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-396756008691485555</id><published>2008-05-13T15:00:00.000-07:00</published><updated>2008-05-13T15:34:07.497-07:00</updated><title type='text'>O vacilo nosso de cada dia</title><content type='html'>Poderia ter sido com qualquer um de nós. Muitas vezes nos deparamos com notícias aterradoras na TV e nos jornais, como a do rapaz que provocou o acidente que matou cinco pessoas e feriu três em Taguatinga. Nos deparamos com a notícia e raramente paramos para pensar que poderíamos estar no lugar deste cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ler a dita notícia do acidente, é de imediato ficarmos putos. "Bebeu e dirigiu! Brincou ao volante! Assassino! Covarde! Irresponsável! Merece linxamento!" Não é de se adimirar: beber e dirigir, ainda bem, está se tornando um ato repugnante na nossa sociedade, sem falar de motivo para o surgimento de novos hipócritas. Mas quando conhecemos ou temos algum contato com a pessoa, vemos as coisas por outra óptica. Muitos dos acidentes fatais como o mencionado ocorrem por imprudência de uma pessoa que não costuma ser imprudente. Alguém aí me diga se um rapaz de vinte e poucos anos de classe média mataria com dolo cinco pessoas, inclusive um colega seu, sabendo das consequências que traz o ato de tirar a vida de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que vem a história do vacilo. Todos nós fazemos merdas de vez em quando. Em muitas ocasiões somos incoseqüente em nossos atos, seja por excessiva autoconfiança, seja por momentos de fúria súbita ou estresse. Nestas horas, somos pessoas extremamente sortudas, pois normalmente nossos atos não acarretam danos maiores que lesões em nós mesmos ou em nosso próprio patrimônio, sem prejudicar ninguém. Infelizmente, nem sempre é o que ocorre. O causador do acidente que o diga. Atire a primeira pedra o assíduo consumidor de bebidas alcoólicas que nunca voltou pra casa de uma noitada fora de condições de guiar um automóvel. Sem falar nos esporádicos, ou até mesmo nos abstêmios, podres de sono ao volante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, leitor, você é uma pessoa de sorte. Sua vida não foi despedaçada por um grande vacilo que cometeste. Seus pequenos atos com pitadas de irresponsabilidade com a vida alheia nunca lhe causaram tanto prejuízo, como o que aconteceu com aquele rapaz. Mas assim é a vida. Quando menos se espera ela está do avesso, e às vezes, por uma burrice ou uma irresponsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei me colocar no lugar dele. Tente você também. Pense no que ele está pensando de tudo. Pense no que os pais, parentes e amigos dele estão passando por causa disso. Pense no tormento eterno que ele passará pelo resto de sua vida: o remorso por ter destruído famílias e sonhos de pessoas desconhecidas e a assombração das vidas por ele decepadas, que jamais abandonarão sua memória e seu sono. E pense que ele é uma pessoa como você: um estudante que batalha na vida e tem seus momentos de descontração. Pense nos seus momentos de descontração. Nunca pensamos, pois, que um vacilo pode acabar com a nossa vida, juntamente com a vida de outras pessoas, que nunca antes cruzaram nossos caminhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-396756008691485555?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/396756008691485555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=396756008691485555' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/396756008691485555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/396756008691485555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2008/05/o-vacilo-nosso-de-cada-dia.html' title='O vacilo nosso de cada dia'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-5440889568698082168</id><published>2008-04-08T09:34:00.000-07:00</published><updated>2008-04-09T09:36:52.540-07:00</updated><title type='text'>Do outro lado da classe...</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Quando nos tornamos professores, nossa mente muda. É uma fantástica experiência, bastante gratificante. Mais ainda seria não fosse a falta de reconhecimento da sociedade sobre esta profissão, inclusive os nossos próprios patrões. Mas uma das coisas mais interessantes da vida de professor é a mudança de perspectiva a respeito de um tema. São poucas as oportunidades que temos de vivenciar as várias faces de um mesmo contexto, e a docência nos dá isto. Fica ainda mais forte quando ocorre com um professor jovem, como eu, que não tem nem dez anos que concluiu o ensino médio (parece que foi ontem!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Do outro lado da classe, percebemos os percalços que nossos mestres passaram (muitos ainda passam) quando eu era um aluno do Ensino Médio, antigo segundo grau. Muitos professores estavam sempre contentes, empolgados com a aula. Nos transmitiam o conteúdo de uma forma animada, passando a idéia de que ele estava realmente se divertindo com aquilo tudo. Por outro lado, tive professores muito ruins, não só pela falta de didática, como também pelo fato de estarem totalmente descontentes com a profissão. Por causa de uns destes, quase desisti de ser biólogo. Já aqueles não só me incentivaram como me deram a motivação para seguir carreira em Biologia. Não posso deixar de citar nomes como Chico, Lúcio Flávio, Glênio, Paulo Eduardo, dentre outros, que foram reais inspirações à minha forma de ministrar aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naqueles tempos, eu era o tipo de aluno que eu odiaria ter em sala de aula: o chato cri-cri que quando senta-se na frente, fica esperando por um deslize do professor para poder tecer uma crítica ou corrigí-lo; ou então quando sentava-me no fundão e perturbava o aprendizado dos colegas que tinham mais dificuldade. Hoje eu me vejo como um adolescente chato, que fala merda o tempo todo e sempre quer tirar uma com a cara do professor. Coincidentemente, eu tenho algumas pestes destas em minhas salas de aula. Hoje eu tenho certeza que eu era um aluno pé-no-saco. E pior: tinha o respaldo de boas notas pra poder jogar na cara do professor que viesse me pagar sapo! Eu de fato era um nerd-mala. Sem falar que traficava colas em provas. Passava pros amigos, vendia pros que me sacaneavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando eu estava no terceiro ano, ocorreu um incidente em sala de aula. Na verdade dois, onde um levou ao outro. No começo do ano, o professor de História dava aula sobre o Império Romano. Toda frase que ele falava, eu tecia um comentário retardado. Eu achava engraçado. Acho que só eu mesmo achava. Chegou num ponto em que ele encerrou a aula, declarando matéria dada. Me senti mal por aquilo. Ninguém comentou nada, mas com certeza a sala me incriminava por ter sido o estopim para a atitude do professor. Depois desse evento, comecei a esboçar alguma vergonha na cara. O segundo episódio se deu alguns meses depois. De tanta bagunça, o professor de Química encerrou a aula declarando matéria dada. Desta vez, eu não tive culpa nenhuma (eu juro!). Era uma aula sobre orbitais de elétrons. Quando o professor saiu de sala, indignado com a turma, meu amigo Danilo e eu resolvemos os exercícios da aula e prontamente fomos ao quadro explicar o conteúdo ao resto da turma. Me senti redimido pela asneira que havia feito no início do ano. Acho que ali germinou o espírito docente em mim. Quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje eu vejo isso com os olhos dos caras que eu adimirava e/ou sacaneava. Quando estou a ministrar aulas, me deparo com minha postura perante os alunos. Uso as mesmas palavras que meus mestres usaram contra mim, para me repreender. Persigo os coladores de uma forma muito mais inquisitora do que fui perseguido, pois conheço todos os esquemas que a molecada de hoje usa. Tento passar a animação e a boa vontade que alguns de meus professores demonstravam quando davam aulas. E também fico puto com as mesmas brincadeiras idiotas que eu fazia e irratavam os professores. Hoje sofro dos problemas que há dez anos nem sonhava que aquele cara com giz na mão e voz rouca de tanto gritar sofria. Sinto na pele a responsabilidade de transmitir um conteúdo para uma grande quantidade de adolescentes, mesmo sabendo que este conteúdo para muitos não vai fazer a menor diferença em suas vidas. Hoje compreendo e valorizo muito mais cada detalhe do trabalho daqueles caras que me ajudaram de alguma forma a chegar onde estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não sei de minhas qualidades reais como professor, mas com certeza sou melhor que muitos professores horríveis que tive ao longo de minha vida. Talvez estes professores ruins serviram para me mostrar como não se deve dar aula. O fato de eu ter estado há relativamente pouco tempo no ensino médio me faz conversar de uma forma diferente com os alunos. Compreendo muito da situação, principalmente hormonal, de muitos daqueles meninos e meninas que me suportam três vezes por semana. Não sei se devo recriminá-los por tocarem tanto o terror em sala de aula. Que adolescente não faz isso? O conflito de gerações faz a gente pensar que a juventude de hoje está perdida, mas esse com certeza era o mesmo pensamento de nossos mestres e também dos mestres deles. Posso estar fazendo a maior merda do mundo, mas eu estou usando essa minha proximidade com os alunos para poder não só cumprir meu trabalho de transmissor de conteúdos, como também fazer daqueles caras pessoas melhores de alguma forma, seja como profissionais seja como cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zéfini!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-5440889568698082168?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/5440889568698082168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=5440889568698082168' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/5440889568698082168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/5440889568698082168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2008/04/do-outro-lado-da-classe.html' title='Do outro lado da classe...'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-7249526312859683248</id><published>2007-12-13T19:30:00.000-08:00</published><updated>2008-04-08T11:24:30.556-07:00</updated><title type='text'>Com a palavra, o novo Messias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.diboa.com/novodiboa/arquivos/inri.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://www.diboa.com/novodiboa/arquivos/inri.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mês passado o ilustre Inri Cristo esteve na UnB. Eu, logicamente, estive lá e ouvi as sábias palavras deste homem. O Campus, jornal dos estudantes da Universidade de Brasília, não perdeu a oportunidade de registrar a mensagem dele. Aqui vai a transcrição da reportagem na íntegra!&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Iuri Kniss nasceu em Indaial, Santa Catarina, em 1948. Um bebê comum, não tivesse a Providência lhe conferido uma singularidade: ser a reencarnação de Jesus Cristo. A Igreja não recinhece a ligação, mas ele garante que a coisa é certa. Diz que a revelação veio aos 31 anos, quando uma voz lhe sussurrou a verdade. A voz era Deus. Iuri virou Inri Cristo. Em 1982, em Belém (do Pará), fundou sua própria igreja: a Suprema ordem Universal da Santíssima Trindade, SOUST. Depois, rompeu com o Vaticano, ao bradar no interior da Basílica de São Pedro: “Seque, ó árvore enferma!”. Por 24 anos ele morou em Curitiba e de lá comandou seu rebanho. Em &lt;st1:metricconverter productid="2006, a" st="on"&gt;2006, a&lt;/st1:metricconverter&gt; SOUST foi transferida para um sítio no Gama (DF), onde, rodeado por cercas elétricas e um poodle, Inri vive com seus discípulos. O séqüito é formado por gente de todo o país, a maioria jovens. Inri Cristo não toca em ninguém e só se alimenta de uma pasta de alho. Sempre veste uma túnica branca e uma réplica da coroa de espinhos. Quem o vê jura estar diante de um típico Jesus Cristo do cinema.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Campus: O senhor sempre soube que era Jesus?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Inri Cristo: &lt;/b&gt;Minhas memórias foram afluindo lentamente. Quando eu era criança, vinham uns flashes, mas eu repudiava, porque não sabia direito do que se tratava. Junto com os flashes ouvia também uma voz ordenando que eu não poderia falar sobre estas viagens com ninguém. Aos dez anos de idade acordei cedo para tomar a comunhão e fiquei assistindo o sermão sobre a Via Crucis. De repente, por um momento, me vi naquela cena como se estivesse contemplando meu rosto antigo. Foi tudo muito rápido. A voz surgiu e ordenou sigilo. Tive várias experiências desse tipo por muitos anos, até que chegasse a revelação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Como surgiu a verdade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Através da dor, em 1979, quando eu jejuava em Santiago do Chile. Estava em vias de começar um processo de inanição. Recebi ordens da voz, que me mandava levantar do meu leito. Ao tentar faze-lo caí de nariz. Nessa posição, com o rosto no chão senti o peso da cruz, e daí pra frente me recordei de tudo. Deus me mostrou não só minhas memórias de 2 mil anos atrás, quando eu era Jesus, mas também os primórdios, quando eu ainda era um réptil rastejante, que evoluiu para chegar a um macaco e finalmente ao homem, Além das imagens das minhas outras reencarnações, como Adão, Noé, Abraão, Moisés, Davi, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;A Bíblia é um relato fiel de sua vida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Há muitos erros ali. Ninguém impede o ser humano de delirar, de fantasiar, de se iludir. Por exemplo, os relatos sobre minha crucificação. Disseram que saí do túmulo, a terra se abriu... Desde quando um cadáver sai da tumba? Para Deus tudo é possível, menos a incoerência! Outro exagero da Bíblia: quem mediu quantos estavam comigo no sermão em que dizem que eu multipliquei cinco mil pães? Naquele tempo não tinha helicóptero, não tinha o sistema tecnológico de hoje para se calcular as coisas. E quem contou os pães? São os “milagres cinematográficos” imaginados pelo homem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Que contradição é mais absurda que as demais?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mais delirante de todas as mentiras que inventaram diz respeito a minha suposta subida aos céus. No espaço sideral, já está provado cientificamente, a temperatura é de 273 graus Celsius negativos. Isso equivale a dez vezes o frio de um congelador. Além disso, não existe ar para respirar. Então, se eu tivesse subido de carne e osso para o céu, estaria congelado, sem respirar durante dois mil anos e, quando voltasse para a Terra, estaria nu, porque minhas vestes foram sorteadas entre os soldados romanos. A primeira coisa que iria me acontecer seria uma prisão por atentado ao pudor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;É verdade o boato de um caso entre o senhor e Maria Madalena?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu poderia ter tido um caso com ela, tudo poderia ter acontecido. Mas como ela me encontrou depois do jejum, quando Deus já me conferira poder sobre a carne, eu não tinha mais inquietude, não tinha mais motivações para manter relações carnais. Exatamente como me acontece agora, nesta atual vida. Meu único contato com Maria Madalena era que ela se ajoelhava e eu dava a bênção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Nada de sexo então?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só um louco teria algo contra o sexo, porque, afinal, trata-se de uma criação de Deus. Mas não serve para mim. Em 1979, o senhor meu Pai me mostrou um corpo de uma mulher – diga-se de passagem, um corpo lindo – despido do umbigo para baixo. E Ele disse: “Nunca mais tu vais usar o corpo de tuas filhas como os homens fazem.” Agora, se Ele só tivesse dito isso, e não tivesse me dado poder sobre a carne, eu sucumbiria às tentações. Mas Ele fez as energias do sexo em mim transmutarem-se fisicamente, via coluna vertebral, e estabelecessem uma simbiose no meu cérebro. Desde então nunca mais experimentei essa inquietude tão comum nos humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Em sua primeira vinda ao planeta havia a missão de se sacrificar pela humanidade. Qual é o objetivo agora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O fim do mundo está próximo, os sinais estão aí. Só que desta vez eu voltei, conforme o prometido, para ajudar os meus filhos a se reunirem com meu Pai, de maneira que se tornem eleitos. Está escrito que o final dos tempos chegará no dia em que meus cabelos estiverem brancos como a neve. Só meu Pai sabe quando será. Mas uma coisa posso garantir: a crucificação, neste século, ficou mais moderna. Agora ela é feita através do boicote imposto pela mídia à minha vinda, pela desinformação organizada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Mas em que momento a capital do país entra nessa nova missão?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No estatuto da SOUST estava previsto que eu iria transferir a sede para Brasília. Meu Pai disse que lá se situaria a sede definitiva do Reino de Deus, por ser a capital mais alta do país, conforme a visão do apóstolo João: “Transportou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a cidade santa, a Nova Jerusalém”. Esta é Brasília, apesar do nome equivocado que recebeu das autoridades terrestres.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Como a SOUST se mantém?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A casa do Senhor se mantém através de doações espontâneas concedidas por beneméritos e anônimos. Ninguém sai por aí pedindo esmola, porque meu Pai não é mendigo e não precisa disso. As pessoas doam por necessidade de participar da construção do reino de Deus sobre a Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Como é o Diabo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Demônio não é um macaco com um rabo e chifres como comumente se acha. O Diabo é um corpo sutil, energético e pode se apossar do ser humano de uma hora pra outra. Ele pode levar a pessoa a cometer um delito e quem vai pagar pelo crime é aquele que foi possuído, porque o delegado não vai querer saber do Demônio. Juridicamente não vale. É o cidadão quem vai para a cadeia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Qual a origem do Universo? Existe vida em outros planetas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os mistérios de Deus a princípio são insondáveis. A origem do Universo é Nele mesmo. Deus é onisciente, onipresente e onipotente. Portanto Ele é o Universo, é o único ser “incriado”, que não tem pai nem mãe. A Terra, os outros planetas, as galáxias, o mar, com suas infinitas ondas, tudo são partículas de Deus. Agora, vida de terráqueo só existe mesmo na Terra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;O senhor se emociona com o Natal?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É uma festa pagã, inventada pelo imperador Constantino para dar continuidade ao rito de veneração ao Sol. É uma data comercial, em que os ricos têm a oportunidade de humilhar os pobres, esbanjando em presentes e enfeites. Não é legítimo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Inri é pop! Opiniões de Inri sobre:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Aborto: &lt;/b&gt;Inspirado pelo Pai, sou a favor da vida com dignidade. O espírito só se acopla quando o feto sai do ventre e aspira o primeiro ar. Além disso, se a ciência que meu Pai inspirou, a ultra-sonografia, indica que a mulher está grávida de um feto sem cérebro, por que não abortar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Drogas:&lt;/b&gt; Se não existir a proibição, não existem traficantes. Em 1929, em Chicago, proibiram a venda de Uísque. Por causa do veto, nasceram os traficantes de bebida, liderados por Al Capone.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Preservativos: &lt;/b&gt;Quem é contra os preservativos aposta na procriação desordenada. É uma insanidade se opor a eles, uma vez que a Terra já está inchada.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Filmaram o cara lá. Podem conferir!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=1678773382717832776" target="_blank"&gt;http://www.inricristo.org.br/UnB.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Zéfini!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-7249526312859683248?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/7249526312859683248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=7249526312859683248' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/7249526312859683248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/7249526312859683248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2007/12/com-palavra-o-novo-messias-ms-passado-o.html' title='Com a palavra, o novo Messias'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-3268930002088696205</id><published>2007-11-07T17:55:00.000-08:00</published><updated>2008-04-08T11:16:41.588-07:00</updated><title type='text'>Aborto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://staff.bath.ac.uk/eexmi/mywebpage/research/teenbirths/images-png/feto.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://staff.bath.ac.uk/eexmi/mywebpage/research/teenbirths/images-png/feto.png" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Seja a favor da vida, seja contra o aborto.” Essa e outras frases de efeito têm sido vistas frequentemente nas ruas de nossas cidades. Em agosto deste ano, o nosso Ministro da Saúde declarou que a legalização do aborto era preciso ser reavaliada pelas instâncias reguladoras do Brasil, pois o aborto virou um sério problema de saúde pública. Não é de se admirar. Mulheres (e meninas!) descuidadas ou premiadas com uma gravidez surpreendentemente improvável (mesmo usando camisinha, pílula do dia seguinte e tabelinha ao mesmo tempo) muitas vezes optam pela interrupção da gravidez, o que é popularmente conhecido como o aborto. Como tal procedimento é ilegal, a opção de interromper a gravidez normalmente faz com que a mulher tome medidas totalmente inadequadas e altamente nocivas à sua saúde, principalmente quando recorre a médicos que não são especialistas na execução do procedimento, ou pior: quando recorre a charlatães e enganadores. Em muitos destes casos, as mulheres acabam com seqüelas ou até mesmo morrem devido a erros ou incompetências na realização destes procedimentos, tendo estas que recorrer posteriormente à rede pública de saúde. Logicamente, estou falando da mulher brasileira pobre, que tem pouca instrução para a utilização de métodos contraceptivos e não tem dinheiro para bancar um médico “chique” que possa realizar a interrupção da gravidez da forma mais segura possível e sem abrir a boca para os meios legais. Afinal de contas, a mulher que aborta é muitas vezes vista como uma verdadeira criminosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sem pensar duas vezes (acredito eu que sem pensar nenhuma vez) as igrejas cristãs, independentemente de suas denominações, juntamente com algumas instituições que defendem os direitos humanos saem em uma ofensiva voraz contra qualquer manifestação a favor da legalização do aborto, alegando pura e simplesmente que a interrupção da gravidez é assassinato. E duplamente qualificado, pois supostamente mata um ser humano sem a menor chance de se defender. Outro argumento muito usado por estas pessoas é o de que a legalização do aborto traria conseqüências desastrosas como o aumento da promiscuidade sexual e o caos da rede pública de saúde, que passaria a não dar conta de tantos casos de gravidezes indesejadas cuja interrupção está sendo requisitada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cabe aqui um contra-argumento que não só contraria a questão da legalização do aborto, mas também vai de encontro com várias outras hipocrisias “cristãs” (entre aspas mesmo!). A questão do suporte da saúde pública, acredito eu ser o único argumento realmente bom dos anti-abortos. Realmente, para liberar o aborto, seria necessário um grande investimento por parte do governo federal na área de saúde para que a carência por esse procedimento seja sanada. O procedimento mais adequado para a interrupção da gravidez, o que traz com ele altos custos de internação, materiais e especialização de pessoal. A saúde pública do Brasil anda mal das pernas, e colocar mais estes gastos seria realmente algo perigoso e que demandaria uma estratégia muito bem pensada para tal. Por outro lado, as vítimas de “açougueiros” e procedimentos mal realizados vão parar na fila de hospitais públicos com sérios problemas de saúde de qualquer forma, e este gasto já é previsto pelo governo. Foi aqui que coube o comentário do nosso Ministro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como não estou escrevendo pra falar mal do aborto, voltemos à vaca fria. Sobre a promiscuidade sexual resultante da legalização do aborto. Como disse acima, esta é uma grande hipocrisia dos “cristãos”. Pensam eles que, liberando-se o aborto, as pessoas, principalmente os adolescentes cairiam na promiscuidade sexual, pois eles não mais se preocupariam em engravidar, pois facilmente pode ser feito um aborto, sem maiores preocupações. Será que só eu que vejo o tamanho do absurdo dessa afirmação? Ah! Esqueci... os mesmos que são contra o aborto também são contra os métodos contraceptivos. Ou seja, você não pode abortar, mas também não pode tomar medidas de alta confiabilidade para evitar que você engravide! Logicamente que entendemos: o “bom cristão” só faz sexo para ter filhos (Crescei e multiplicai-vos!). O único método contraceptivo aceitável é a tabelinha que, diga-se de passagem, não é nada confiável, principalmente quando a mulher possui ciclos menstruais irregulares. Sem falar que é “indicado” ao casal fazer sexo nos momentos onde a mulher está menos receptiva, pois está próxima de menstruar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Será que o simples fato de podermos legalmente abortar vai fazer com que as pessoas pensem no aborto como mais um método contraceptivo, só pra não precisarem se preocupar em usar outros métodos? Será que o ser humano é burro a tal ponto? Ou será que é isso que estas instituições querem que os fiéis pensem? Vamos admitir que o ser humano é realmente tão burro. Para isso servem as campanhas de conscientização. Nelas, além de enfatizarem o uso de métodos contraceptivos, ensinando como e quais são os mais adequados, numa situação hipotética onde o aborto é legal, pode-se mostrar também o quanto é delicado, perigoso e arriscado o procedimento cirúrgico de interrupção da gravidez. Pode-se até fazer de forma chocante, como o Ministério da Saúde fez nas caixinhas de cigarro, mostrando as conseqüências de se fumar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os argumentos “pró-vida” (justifico estas aspas mais à frente) mostram inclusive, o sentimento de oba-oba, típico do brasileiro. Vira farra só porque tá liberado. Triste viver num país onde a maioria da população infelizmente pensa assim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outra coisa que eles afirmam é que a mulher deve levar a gravidez até o fim, e deixar a criança sobre os cuidados de outra pessoa. Os que afirmam isso, de forma geral nunca adotaram uma criança ou nunca visitaram um orfanato, para ter idéia do tamanho da burrada que estão falando. Existe no Brasil uma situação curiosa: existe uma fila de pais com a intenção de adotar uma criança, mas também existe uma fila maior ainda de crianças esperando a adoção. E pior: quanto mais velha a criança fica, menores são as chances de ela ser adotadas, pois os pais preferem criar uma criança recém nascida, para dar uma melhor impressão de que ela é legítima, ou com medo de a criança não se adaptar a eles. Nessa fila de crianças que esperam ser adotadas, não espere encontrar lourinhos, branquinhos, olhos claros, perfeitinhos... Estes, quando aparecem, são os primeiros a ganharem um lar. Raros são os que optam por adotar uma criança de pele mais escura ou que tenha algum problema de saúde. Hoje em dia, a criança vai ter um batalhão de casais querendo adotá-la se a mãe resolver largar a criança em um curso d’água &lt;i style=""&gt;a &lt;st1:personname productid="la Mois￩s. S￳" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="la Mois￩s." st="on"&gt;la &lt;span style="font-style: normal;"&gt;Moisés.&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; Só&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; porque virou celebridade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Outro questionamento sobre o aborto tange a dúvida de onde começa a vida. Para os “pró-vida” obviamente a vida começa no momento da concepção: o instante no qual os núcleos do óvulo e do espermatozóide fundem-se, formando o zigoto. Só nessa brincadeira então, os úteros são os maiores agentes abortivos de que se tem notícia. Menos de um terço das concepções resultam em uma gravidez. A quantidade de abortos espontâneos que ocorrem por diversos motivos fisiológicos é assustadora. Num outro ponto de vista, a vida inicia-se no momento em que o embrião já possui um sistema nervoso tal que responde a alguns estímulos. Isso se dá por volta da décima quarta semana de gestação, aonde o embrião já tem uma cognição, apesar de esta ser bastante primitiva. Daqui pode-se justifica que existe sofrimento para o embrião no caso de um aborto, porém esta afirmativa ainda é muito contraditória. A partir daqui também o procedimento de interrupção da gravidez vai se tornando cada vez mais complexo e delicado, visto que o grau de intimidade do embrião com a gestante é bastante alto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Existem posições bastante diversas a respeito das situações nas quais a mulher poderia por bem interromper a gravidez. Nossa lei ampara somente os casos aonde a gestação é um risco de vida para a mãe, e a interrupção desta seria a melhor forma de salvá-la. Aqui vão algumas situações especiais, onde a mulher deveria ter todo o direito de interromper a gravidez: anencefalia e estupro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;No caso do estupro, os que defendem que mesmo após serem violentadas, as mulheres devem manter a gravidez até o fim e deixar a criança em uma instituição especializada. Quem fala isso normalmente nunca sofreu nenhum tipo de abuso ou violência sexual. Mulheres vítimas desta violência ficam traumatizadas a tal ponto que podem até precisar de acompanhamento psiquiátrico. Agora imagine uma menina violentada (não vou nem falar aqui dos casos onde um membro da própria família é autor do abuso). Cada vez que olhar para sua barriga crescendo ou ter que relembrar das dores provocadas pela violência, a cena do estupro volta à sua cabeça. A cara do homem que a violentou vira um fantasma que pode atormentá-la para o resto da vida. O filho que ela carrega não é fruto de amor, mas fruto de violência. Quem é a pessoa que merece passar nove meses assombrada pela imagem e pelos resquícios de um estuprador? E se ela fosse criar a criança? Como ela agüentaria olhar para o seu próprio filho e ver nele os olhos que a violentaram? Nós homens temos uma vaga noção do que é este trauma. Talvez uma mulher consiga expressar estes sentimentos de uma forma muito mais realista.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O segundo caso é a anencefalia. Por motivos diversos, alguns embriões podem não desenvolver o sistema nervoso central, ou o cérebro. Normalmente, embriões e fetos anencéfalos são espontaneamente abortados, mas há muitos casos em que o anencéfalo vai até o fim da gestação. Na maioria dos casos, o bebê anencéfalo nasce morto ou tem poucas horas de vida extra-uterina. Em casos mais raros, o bebê sobrevive por mais de um dia. Temos um caso recente de uma menina anencéfala que está próxima de completar um ano. Um caso raríssimo, pois nela desenvolveram-se o bulbo e o cerebelo, que fazem com que muitas de suas atividades vitais sejam mantidas, como a respiração e os batimentos cardíacos. Os pais e algumas instituições a usam como um milagre, um exemplo perfeito de que não se deve privar os anencéfalos do direito à vida. Mas que vida? Não vou apelar e colocar fotos de anencéfalos. Seria baixar demais o nível. Pense então num bebê que não tem volume na cabeça simplesmente por não ter cérebro. Sem falar nos casos onde o rosto fica totalmente deformado. Eu perguntaria se aquilo é humano, mas com certeza muita gente me responderia que sim. Mas e seu cérebro? Sem o córtex cerebral a criança é incapaz de processar qualquer informação cognitiva, seja visual, auditiva ou até dolorosa. É incapaz de ter qualquer tipo de raciocínio e de criar e expressar qualquer tipo de emoção. Os que sobrevivem, apresentam comportamentos que são meros reflexos dos resquícios de encéfalo que eles ainda podem ter. Em termos mais chulos, podemos afirmar que é um “vegetal”. Aos pais fica o encargo de aceitar ou não se aquela coisinha ali precisaria estar viva, para ter uma vida curta e insignificante, sem cognição ou emoções.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Existem outros argumentos pró-aborto que eu pessoalmente considero meio perigosos. Um diz que filhos indesejados têm grandes chances de serem mal amados. Essas crianças teriam grandes chances de serem mal criadas pelos pais, tornando-se potenciais criminosos. Este argumento é feito com base num estudo feito nos Estados Unidos, que permitiu o aborto em alguns estados no final dos anos 70 e no início dos anos 80. Foram comparados os níveis de criminalidade entre quinze e vinte anos após a legalização do aborto com os níveis de criminalidade antes da legalização. Concluiu-se que a legalização do aborto pode ter contribuído para a significativa redução da criminalidade nos estados onde o aborto foi legalizado. Como eu disse, esse argumento, apesar de ser interessante, é perigoso pois deixa de levar em consideração diversos outros fatores muito mais importantes que a legalização do aborto por si só.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu sou defensor da interrupção da gravidez quando a mulher, juntamente com o homem que colaborou com a situação, sendo namorado, marido, noivo, ficante, desconhecido, etc. reconheçam que a situação é adequada para tal. Se a mulher leva em frente uma gravidez que ela não queria ter pelo simples fato de saber que o aborto é ilegal, ou por medo de ter que passar na mão de açougueiros pra abortar, há grandes chances de a criança crescer nos modos descritos acima. Isso vale inclusive para famílias de alta renda e famílias de tradição cristã. É outro ponto a se debater: será que hoje em dia as mulheres não interrompem a gravidez simplesmente pelo fato de ser proibido? Creio que não. As mulheres que optam por abortar sabem que vão correr risco de saúde, de vida e legais. A intenção de retirar o embrião é muito mais forte do que qualquer um destes empecilhos. Uma moça que pense que o aborto é realmente um assassinato, ou que, apesar de ter uma gravidez indesejada resolver criar uma criança não vai abortar só porque o aborto é legalizado. A legalização do aborto vai favorecer só aquelas mulheres que, pelo motivo que seja, acham que não terão condições de levar a gravidez adiante e/ou criar aquela criança. Como dito no começo do texto, o medo dos que são contra o aborto é de que todo mundo resolva abortar assim que a lei entre &lt;st1:personname productid="em vigor. Na" st="on"&gt;em vigor. Na&lt;/st1:personname&gt; minha opinião, este pensamento é totalmente retrógrado e hipócrita, pois as pessoas que afirmam isso deve estar afirmando porque esta seria a atitude dela!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hipócrita sim, e por mais de um motivo. Os que atacam o aborto também argumentam: “Tanta gente com dificuldades para engravidar e a outra ali querendo abortar”. Repare que nos sites “pró-vida” sempre tem uma propagandinha de laboratórios de inseminação artificial. Estranhíssimo. Os laboratórios de inseminação tomam o seguinte procedimento: extraem alguns óvulos (entre dois e cinco, normalmente) da mãe e o esperma do pai, caso ele seja reconhecidamente fértil. Proporcionam a fertilização &lt;i style=""&gt;in vitro&lt;/i&gt; destes óvulos e os zigotos são implantados então no útero da mulher. Por isso é tão comum mulheres que se submetem a fertilização in vitro terem gêmeos ou trigêmeos. Acontece que a maioria destes embriões implantados simplesmente morre! Tecnicamente, um aborto previsto. E duplo ou triplo! Depois elas aparecem com cartazes com fotos de fetos na esplanada pedindo aos políticos para pensarem bem a respeito da interrupção da gestação...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Espero que, de fato, nossos legisladores coloquem o aborto em pauta e que qualquer que seja a atitude a ser tomada, que seja muito bem pensada e elaborada. Mulheres que querem abortar não podem ser tratadas como criminosas, mas como pacientes. O aborto é questão de saúde pública e estas mulheres não precisam morrer só para “pagar o pecado de matar uma inocente criança”.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Zéfiní&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-3268930002088696205?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/3268930002088696205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=3268930002088696205' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/3268930002088696205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/3268930002088696205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2007/11/aborto.html' title='Aborto'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7981967404840974549.post-6885946583582383821</id><published>2007-10-30T10:57:00.000-07:00</published><updated>2008-04-08T11:14:17.026-07:00</updated><title type='text'>O Pellicano - inaugurando....</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.masonic.com.br/trabalho/pelicano1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.masonic.com.br/trabalho/pelicano1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    Finalmente, criei coragem e resolvi criar um blog. Sempre achei meio besta esse negócio de publicar fotos na Internet, como nos fotologs. Muito narcisismo pro meu gosto. Resolvi então criar este troço para divulgar alguns pensamentos, idéias, textos, poesias, artigos científicos, críticas, enfim... o que me der na telha e o que eu achar pertinente dependendo da situação. Espero um dia ter leitores assíduos deste site. Vamos ver no que dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para inaugurar a budega: O Pellicano. Meu sobrenome. Tem gente que acha feio, mas eu tenho orgulho deste sobrenome. Muito raro no Brasil. Tem origem italiana, e possui aparentemente duas ou três linhagens diferentes que migraram para o Brasil no final do século XIX (quem sabe esta é uma forma de contactar as outras linhagens? ehehehe). Este nome, com o artigo na frente, soa como um folhetim destes clássicos, como O GLOBO, O DIÁRIO, O BlaBlabla... achei bem legal usar o nome desta forma. O Condor, talvez tenha sido uma escolha mais gloriosa, visto que é uma ave de porte majestoso, e que realiza vôos a grandes altitudes, podendo obervar muita coisa do mundo sob sua cabeça. Já o pelicano (agora com letra minúscula e com só um L) é uma ave oceânica bastante desengonçada. Possui pernas curtas, como os patos, o que faz com que ele tenha um andar desengonçado. Tem um bico longo com um papo aonde ele armazena e transporta seu alimento (que são normalmente peixes ou outros pequenos animais marinhos), o que faz dele um bicho que se alimenta de forma desengonçada. Tem asas grandes, que apesar de proporcionarem boa aerodinâmica e uma planagem quase perfeita, não facilitam muito sua aterrissagem, que ocorre normalmente de uma forma, digamos, desastrosa. Vide o famoso Capitão Boeing, do desenho animado Ducktales da Disney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com todos estes "defeitos", o pelicano também possui uma simbologia muito interessante. É bastante conhecida a imagem de uma fêmea de pelicano com suas asas abertas, bicando seu próprio peito para, com seu sangue, alimentar os seus filhotes. Tanto o cristianismo quanto a maçonaria utilizam esta imagem. No cristianismo, ela é usada como alusão ao sacrifício de Cristo pela humanidade. Já na maçonaria, este é um símbolo de doação, caridade e abnegação, princípios pregados nestas organizações. Há contradições a respeito desse símbolo. Alguns afirmam que a mãe pelicano não está a bicar seu próprio peito, mas sim está a regurgitar alimentos parcialmente digeridos para alimentar os seus filhotes. Como a dieta destes animais é composta basicamente de peixes e frutos do mar, o alimento que chega às bocas dos flhotes tem a coloração vermelha, o que pode trazer esta ambigüidade ao símbolo, o que não deixa de representar o sacrifício e nem a abnegação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou me acostumando com a interface deste troço. Isso aqui ainda vai ficar mais sofisticado! Aguardem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zefiní!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7981967404840974549-6885946583582383821?l=opellicano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://opellicano.blogspot.com/feeds/6885946583582383821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7981967404840974549&amp;postID=6885946583582383821' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/6885946583582383821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7981967404840974549/posts/default/6885946583582383821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://opellicano.blogspot.com/2007/10/o-pellicano-inaugurando.html' title='O Pellicano - inaugurando....'/><author><name>O Pellicano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08653705063515218693</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_1VIYL40_JDg/SPNgCZevk2I/AAAAAAAAAAk/C4SC0Z0FRrA/S220/P1000520.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
